O requerimento foi aprovado, nesta quarta-feira (29), na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a umidade da soja já tem data marcada

Atualmente, a umidade dos grãos de soja está fixada em 14%. No entanto, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está em processo de revisão da Instrução Normativa nº 11 de 2007, que estabelece o Padrão Oficial de Classificação da Soja, com a proposta de reduzir para 13%.
Diante dessa situação, o deputado Sérgio Souza (MDB-PR) expressou sua preocupação e propôs uma audiência pública para discutir o assunto. “O problema da mudança não se limita a uma redução de 1% na umidade. Estudos indicam que a perda de peso seria de 1,15%, o que significa que a cada 100 kg, o produtor perderia 1,15 kg do peso total. Isso representa um prejuízo significativo para o trabalhador do campo”.
A audiência está agendada para o próximo dia 13 de dezembro, às 10h, na CAPADR. Para abordar o tema, foram convidadas autoridades representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (APROSOJA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).
Leia também no Agrimídia:
- •Preços do frango reagem em abril, mas seguem abaixo dos níveis de 2025, aponta Cepea
- •Bahia consolida liderança na avicultura do Nordeste com avanço na produção e projeção de crescimento
- •Produtores de SC discutem desafios da biosseguridade na suinocultura independente
- •Frimesa atinge 100% de certificação em bem-estar animal e amplia uso de energia renovável
A finalidade da audiência é promover um diálogo entre todas as partes envolvidas e, principalmente, defender os interesses do produtor rural. Sérgio destacou: “O produtor brasileiro já enfrenta uma série de dificuldades, como logística, armazenagem, tributação e acesso ao crédito. Reduzir seus ganhos só agravaria a competitividade de nossa produção, que já sofre com tantos obstáculos”.























