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Argentinos pagam mais por produtos de exportação

Atraso cambial, inflação alta e perda de competitividade fizeram com que produtos típicos da pauta de exportação do país sejam agora mais baratos em São Paulo do que em Buenos Aires.

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Argentinos pagam mais por produtos de exportação

Atraso cambial, inflação alta e perda de competitividade da Argentina fizeram com que produtos típicos da pauta de exportação do país, como arroz e derivados de trigo e leite, sejam agora mais baratos em São Paulo do que em Buenos Aires, apesar do custo muito menor da matéria-prima.

“Existe um subsídio cruzado. O consumidor argentino é obrigado a pagar mais para que as empresas exportem. A perda de competitividade fica aqui. Mesmo com rentabilidade menor lá fora, manter o mercado externo é importante para que a empresa tenha acesso a uma fonte de dólares”, diz o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna, opositor ao governo da presidente Cristina Kirchner, que o derrotou na eleição de 2007.

O real era trocado ontem por três pesos nas lojas do centro de Buenos Aires e nas “cuevas” – as casas de câmbio informais. É uma cotação 25% superior à da taxa de conversão oficial do Banco Central argentino e uma brecha em relação ao mercado formal de câmbio sem precedentes para a moeda brasileira no país. Há apenas um mês, os cambistas argentinos não pagavam nada a mais pela moeda brasileira.

 

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