Pintinhos estão apenas com cinco dias e nas duas primeiras semanas, o cuidado precisa ser redobrado e a temperatura ambiente é fundamental.
Avicultores de SP têm trabalho extra para manter os galpões aquecidos

A cada duas horas, Mário Gonçalves coloca as toras de madeira nos tambores. Quanto mais quente, mais as aves se aproximam.
Na granja de 840 metros quadrados, em Tatuí, São Paulo, são necessários três deles para manter a temperatura acima dos 23ºC.
Os pintinhos estão apenas com cinco dias e nas duas primeiras semanas, o cuidado precisa ser redobrado e a temperatura ambiente é fundamental.
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Para cada lote de 19 mil aves, Mário vai precisar de 12 metros cúbicos de lenha. O gasto com este tipo de aquecimento custa R$ 0,08 por frango. Se fosse usar energia elétrica, o custo seria três vezes maior.
O termômetro marca tem registrado em média 8ºC nos últimos dias na região. Outra medida para deixar as aves aquecidas é usar duas lonas ao redor do galpão. Cinco vezes ao dia elas são abertas por um período de 10 minutos, apenas para fazer o ar circular. A primeira cortina é capaz de reter 30% do vento frio, enquanto a segunda elimina quase que todo o ar gelado.
Na região são abatidas por dia 450 mil aves. No inverno, elas comem mais ração e chegam ao peso ideal de 2,8 quilos mais rápido que no verão.
Em outra granja, o sistema escolhido para aquecer os 11 mil pintinhos foi o de forno. Ele têm duas chaminés, uma puxa o ar frio de fora do galpão e o outro elimina parte do ar quente.
O sistema de aquecimento é capaz de aumentar a temperatura do galpão em até 20ºC em relação ao ambiente externo.























