Desde o início da crise internacional, a pressão dos importadores fez o preço do quilo da carne de frango cair de 2,10 dólares para 1,40 dólar.
Setor avícola pleiteia interferência do governo
Redação (13/01/2009)- A redução de 20% na produção – estratégia adotada pela maioria das empresas avícolas para enfrentar a crise financeira – já tem impacto em toda a cadeia. O cenário preocupa a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul (FTIA/RS), que contabiliza mil demissões em duas unidades da Nicolini, após a Sadia ter rompido contrato. O tesoureiro Luiz Carlos Araújo teme que mais postos sejam fechados. Por isso, representantes de sindicatos de trabalhadores na indústria avícola estiveram reunidos ontem com o superintendente interino do Mapa/RS, José Severo, em busca de informações para negociar em Brasília. O grupo cogita interferência do governo no mercado. "Não sabemos o que acontecerá após as férias coletivas em várias empresas."
Desde o início da crise internacional, a pressão dos importadores fez o preço do quilo da carne de frango cair de 2,10 dólares para 1,40 dólar. As medidas adotadas pelas indústrias são esticar o período de fornecimento de pintos aos integrados, reduzir turnos e demitir.
Com 8 mil funcionários, a Doux Frangosul é exemplo desse quadro. Optou por férias coletivas escalonadas em Montenegro. Cada um dos três turnos irá parar por 15 dias alternadamente até março. A empresa confirmou que o intervalo de entrega de pintos passou de 12 para 18 dias, mas informou que os 3,5 mil integrados seguem operando. "Está acontecendo readequação, provocada por preços deprimidos no mercado externo", justificou o diretor Aristides Vogt.
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Para o presidente da Abef, Francisco Turra, a perspectiva para o trimestre é desalentadora. "Há pressão muito forte pela redução de preço, o que nos leva a crer em nuvens negras. Será desafiador." O setor precisa de crédito pró-capital de giro de empresas em dificuldades, disse o secretário executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos.
O abate mensal com inspeção federal no Estado caiu de 71,71 milhões de aves, em outubro, para 64,62 milhões, em novembro. E não deve ultrapassar 60 milhões em dezembro, projeta Marco Antônio dos Santos, do Mapa/RS.























