Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 159,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,31 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,57 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,41 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.349,04 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,81 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,09 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Mercado Interno

Carne suína em foco

Brasileiro é alvo do mercado de suínos. ABCS quer que o consumo da carne suína chegue a 15 quilos por habitante.

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Carne suína em foco

O consumo de carne suína no Brasil hoje é de 13 Kg per capita/ano considerado muito baixo em relação a outros países. Para elevar a quantidade vendida do produto, os criadores estão apostando em um plano para que o volume por habitante chegue a 15 kg por ano. O Plano Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) deve investir R$ 9 milhões para divulgar que o alimento é saudável e tentar derrubar os mitos de que a carne tem excesso de gordura e colesterol.

No Sul do País, o consumo é maior e chega a 30 Kg per capita/ano influenciado pela imigração europeia e devido ao clima frio que favorece. Nos países da União Europeia, o volume é de 45 kg per capita/ano e na Dinamarca – primeiro país no ranking – atinge 76 kg.

O PNDS já está em vigor desde setembro do ano passado nos Estados do Sul, em Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Distrito Federal e deve estender-se até 2012. A coordenadora nacional do plano, Lívia Machado, conta que o programa começou com cursos para profissionais da área de saúde e já atingiu 3 mil pessoas.

No Paraná, foi realizada uma parceria com a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) para oferecer cursos de cortes para açougueiros o que deve atingir 300 pessoas até o fim do ano. Os cursos acontecem no Mercado Municipal de Curitiba, são gratuitos e dão noções de boas práticas de manipulação e conservação, além de melhor aproveitamento da carcaça do porco.

Outra meta é mudar a apresentação da carne, ou seja, vender cortes em pequenas porções já que as famílias estão menores e que 74% das pessoas não almoçam em casa, mas fazem essa refeição em restaurantes.

No próximo ano, o plano prevê treinamento para produtores para aumentar a produção e diminuir os custos. Hoje, o Brasil é o quarto maior produtor de carne suína do mundo com um volume anual de 3 milhões de toneladas e 12% disso vai para exportação.

O Paraná é o terceiro maior produtor nacional e só perde para Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A produção paranaense é de 509 mil toneladas e 55 mil toneladas são destinadas para o mercado externo. “O grande consumidor é o mercado interno”, afirma o presidente da Associação Paranaense de Suinocultura (APS), Carlos Francisco Geesdorf.

Segundo ele, as exportações do Paraná vão 60% para a Rússia e Hong Kong. Ele acredita que a partir do momento que o Estado se torne área livre de vacinação da febre aftosa, as exportações paranaenses devem triplicar. Apesar de a doença ser restrita a bovinos, o mercado externo impõe barreiras comerciais para todos os tipos de carnes.

Geesdorf destacou que a exportação paranaense foi 7,2% menor em volume de janeiro a agosto de 2010 em relação a 2009 em função da crise e do aumento da produção interna da Rússia. Em 2009, a produção do Paraná teve um crescimento de 12,1%, mas foi tudo absorvido pelo mercado interno. Em algumas regiões, os produtores chegaram a entregar até suínos 20% abaixo do peso, o que mostra que houve falta de carne. Para este ano, a previsão é que a produção seja 4% a 5% maior. Hoje, no Paraná há 30 mil produtores e no Brasil são 1.428 milhões de propriedades de criadores de suínos.

O produtor Eduardo Wilsek cria cerca de mil suínos em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele trabalha na área há 17 anos e hoje tem um faturamento bruto mensal de R$ 40 mil. “Estamos vivendo um bom momento para o setor”, comemora.

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