Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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União Europeia-Mercosul

Acordo União Europeia–Mercosul enfrenta novo impasse após votação no Parlamento Europeu

A votação no Parlamento Europeu sobre o Acordo União Europeia–Mercosul traz novos desafios e possíveis atrasos na ratificação

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Acordo União Europeia–Mercosul enfrenta novo impasse após votação no Parlamento Europeu

O avanço do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul sofreu um novo revés nesta semana, após decisão do Parlamento Europeu de submeter o tratado a uma análise prévia do Tribunal de Justiça da União Europeia. A medida, aprovada por margem estreita, tende a atrasar o processo de ratificação do acordo, que já se arrasta há anos e enfrenta forte resistência em diversos países do bloco europeu.

A resolução que solicita a revisão jurídica do tratado foi aprovada por 334 votos a favor, 324 contrários e 11 abstenções. O resultado foi comemorado por parlamentares críticos ao acordo, enquanto setores favoráveis classificaram a decisão como um entrave político com impactos econômicos relevantes.

Revisão jurídica pode postergar ratificação

Com a decisão, cresce a expectativa de que a entrada em vigor do acordo seja adiada em até um ano e meio. O pedido de avaliação pelo Tribunal de Justiça da União Europeia ocorre poucas semanas após a Comissão Europeia ter assinado o tratado, no início de janeiro, o que torna o episódio um duro golpe institucional para o Executivo europeu.

O presidente da Comissão de Comércio e Indústria do Parlamento Europeu, Bernd Lange, reagiu duramente à votação, classificando a iniciativa como “absolutamente irresponsável”. Segundo ele, o recurso à revisão jurídica seria uma estratégia para ganhar tempo sob um argumento formal. Em declaração pública, Lange afirmou que a decisão é prejudicial aos interesses econômicos europeus e enfraquece a posição da União Europeia no cenário internacional.

Mercosul no centro do debate

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e as negociações com a União Europeia se estendem por mais de duas décadas. Apesar de avanços recentes, o acordo segue sendo alvo de críticas, especialmente por parte de agricultores europeus, que têm promovido protestos em vários países contra a abertura comercial prevista no tratado.

As preocupações do setor rural europeu envolvem, sobretudo, a concorrência com produtos agropecuários do Mercosul, que, segundo os produtores, não estariam submetidos aos mesmos padrões ambientais, sanitários e de bem-estar animal exigidos na União Europeia.

Setor agrícola europeu expõe divisões internas

A Copa-Cogeca, principal organização que representa agricultores e cooperativas agrícolas da União Europeia, avaliou que o resultado da votação reflete a profunda divisão existente no continente em relação ao acordo. Para a entidade, a decisão demonstra que parte significativa do Parlamento foi convencida pelos argumentos do setor produtivo rural.

Em nota, a organização ressaltou que os agricultores europeus têm sido os primeiros a arcar com os custos da instabilidade geopolítica e defendeu que qualquer política comercial deve assegurar um comércio justo e equilibrado, alinhado às normas internas do bloco. Segundo a Copa-Cogeca, a política comercial europeia não pode premiar padrões produtivos considerados inferiores àqueles exigidos dos produtores locais.

Incertezas para o futuro do acordo

Com a nova etapa de análise jurídica, o futuro do acordo União Europeia–Mercosul permanece incerto. Enquanto setores industriais e exportadores defendem a ratificação como estratégica para ampliar mercados e fortalecer cadeias globais, a resistência política e agrícola segue forte, indicando que o debate ainda deverá se intensificar nos próximos meses dentro das instituições europeias.

Referência: Poultry World

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