Suinocultores estão apreensivos com união entre Sadia e Perdigão. Associação paranaense é contra fusão.
Impacto da BRF

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) contratou uma empresa de assessoria administrativa e jurídica para levantar informações sobre o impacto da fusão da Sadia com a Perdigão na produção e comercialização de suínos. A intenção é ter dados em mãos para tentar impedir a transação entre as duas fabricantes de alimentos. “Somos contra. Que brasileiro é a favor de um monopólio desse tamanho?”, diz o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), José Luiz Vicente da Silva.
Segundo ele, o segmento está “trabalhando no vermelho há mais de um ano e a união das empresas deve piorar a situação. Se o governo não atuar e impedir isso, vamos ter de agir”, adianta. Os acionistas das duas empresas aprovaram a incorporação das ações da Sadia, que se torna subsidiária da Brasil Foods.
A BRF estreia na Bovespa a partir de 22 de setembro. A integração das operações das duas companhias depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Por enquanto, apenas a gestão do fluxo de caixa deve ser integrada. Juntas, as empresas têm faturamento líquido de R$ 22 bilhões, metade proveniente de exportações.
Leia também no Agrimídia:
- •Rebanho suíno no Brasil avança e pode chegar a 53 milhões de cabeças até 2030
- •Síndromes Respiratórias em Suínos: enfoque em Saúde Única na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Sanidade e comércio: acordo Reino Unido-UE acende alerta para biossegurança na suinocultura na europa
- •Suinocultura: raças nativas do Reino Unido seguem sob risco e acendem alerta para conservação genética




















