Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,81 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,97 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,75 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,47 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.329,31 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,27 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,51 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Comércio

Lácteos em recuperação

Preços de lácteos sobem e favorecem as exportações. Retomada puxa cotação; expectativa é de superávit neste mês.

Depois de terem despencado no mercado internacional, reflexo da crise global que afetou a demanda, os preços do leite em pó se recuperam, abrindo perspectivas para uma retomada das exportações brasileiras de lácteos em 2010. Neste ano, as vendas externas do País caíram quase 68% em receita até novembro, em decorrência dos preços baixos e do real valorizado ante o dólar, que desestimularam os negócios.

A recuperação dos preços do leite em pó, que bateram US$ 2.150 no primeiro semestre do ano e já alcançam, em média, US$ 4 mil por tonelada na Europa, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA, faz exportadores e analistas do setor acreditarem que 2010 será um ano de recuperação para as vendas brasileiras de lácteos.

Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, afirma que a elevação dos preços é resultado do processo de recuperação da economia mundial e da diminuição da produção em algumas regiões produtoras de leite, como Europa e Austrália. “À medida que as economias vão se recuperando, a demanda vai crescendo”, diz. A queda na produção ocorreu, em parte, segundo ele, porque as cotações baixas levaram alguns pecuaristas a deixar a atividade.

Otimista com o avanço dos preços, Rodrigo Alvim, presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acredita que a recuperação das cotações já deve se refletir nas exportações neste mês. “A expectativa é de já em dezembro ficarmos superavitários na balança”, afirma. Até novembro, o déficit na balança de lácteos foi de US$ 94,9 milhões (ver quadro). Isso ocorreu porque além de o Brasil exportar menos, houve uma enxurrada de leite em pó da Argentina a preços baixos no mercado brasileiro.

“Houve retomada no consumo e devemos voltar a crescer em 2010”, avalia Alvim. Os atuais preços, afirma, criam atratividade para exportar. Ele não esconde o desejo de que os números de 2008 se repitam. Naquele ano, as exportações de lácteos bateram recorde e alcançaram US$ 556 milhões – em grande medida por conta das importações da Venezuela. Mas Alvim admite que a tarefa exige esforço.

Jacques Gontijo, presidente da cooperativa Itambé, uma das maiores exportadoras de lácteos do país, elenca uma série de fatores que explica a alta do produto: a maior demanda da China, onde problemas de adulteração do leite com a melamina geraram “aversão ao produto local”; estoques baixos nos EUA e estagnação da produção no Brasil, que neste ano deve ficar estável, em 27,5 bilhões de litros, depois de subir 5,5% de 2007 para 2008.

Chama a atenção na atual recuperação dos preços do leite a velocidade com que esta vem ocorrendo. Analistas concordam que o mercado de leite é sensível e responde rapidamente aos movimentos de oferta e demanda. Mas até quem é especialista tem se surpreendido com a nova valorização dos preços. A primeira onda de alta ocorreu em 2007, quando a demanda asiática puxou as cotações. Agora, é quase consenso que a retomada econômica está sustentando os preços. Mas Alfredo de Goeye, presidente da trading Serlac, responsável por metade das exportações de lácteos do país, é voz dissonante.

“A crise [mundial] não pegou o leite e [seu arrefecimento] não é a razão agora para a alta dos preços”, afirma. Cético, de Goeye diz que não há explicação para a baixa expressiva dos preços no passado recente nem para alta hoje. Ele reconhece a queda na produção na Austrália e Argentina, mas não as considera suficientes para tamanha variação de preços.

Para o executivo, “apesar do câmbio atual”, já se torna viável exportar leite com os preços de hoje. As discussões sobre contratos de venda para o começo de 2010 já começam a acontecer. Os destinos para o leite brasileiro não mudaram: países do norte da África e Oriente Médio.

A Venezuela, que este ano praticamente saiu do mercado por causa dos estoques elevados de leite, também deve voltar a demandar, espera Gontijo, da Itambé.

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Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 66,81
    kg
  • Soja - Indicador
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    R$ 120,41
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,45
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  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,97
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    cx
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    R$ 7,34
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  • Frango - Indicador
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    R$ 7,36
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    PR
    R$ 1.329,31
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.227,27
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 180,12
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 152,51
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  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 165,67
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 179,88
    cx

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