Análise do Rabobank ainda aponta que Brasil precisa aprender mais sobre as preferências da indústria chinesa em relação a cortes
Até 2020, exportação de carne suína brasileira para a China deve permanecer ao mesmo patamar de 2016

O Rabobank espera que o Brasil continue crescendo sua presença no mercado chinês e ganhando participação de mercado em outras regiões, como União Europeia, que deverá reduzir as exportações em 2017. De acordo com a análise, o produto brasileiro vem conquistando espaço, pautado principalmente em seu baixo custo de produção. Porém, dada a ainda pouco experiência do mercado chinês, o país precisa aprender mais sobre as preferências da indústria local em relação aos cortes utilizados na produção de processados, principal destino das importações da China.
De acordo com o Rabobank, até 2020, o nível de importações de carne suína permanecerá próximo ao patamar alcançado em 2016, quando os volumes dobraram em relação a 2015. Mudanças estruturais no mercado chinês visando mais segurança alimentar continuam a ser o principal motor de compras internacionais.
Nesse cenário, o Brasil competirá principalmente com o a União Europeia e os Estados Unidos para ganhar participação de mercado. “É importante mencionar que o Brasil possui grande disponibilidade de grãos, o que torna o país altamente competitivo na produção de ração animal”, ressalta a consultoria.
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Contudo, manter-se atualizado às exigências chinesas será imprescindível, uma vez que o mercado asiático tem se mostrado dinâmico e os concorrentes do Brasil têm focado em canais de vendas mais próximos do consumidor final. “Por isso, definir o posicionamento estratégico de longo prazo na cadeia chinesa de suprimentos deve ser o ponto crítico de sucesso”, concluí.





















