Após uma década desde o início do projeto-piloto, unidade de Itapiranga é a primeira empresa do setor de produção de frangos de corte, abate e exportação a receber esse reconhecimento
Seara é a primeira empresa no mundo a receber certificado de compartimentação em processo produtivo

A unidade produtiva da Seara em Itapiranga (SC) se tornou a primeira empresa do setor de produção de frangos de corte, abate e exportação, no mundo, a receber o Certificado de Compartimento Avícola, emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Após uma década desde o início do projeto-piloto, que inclui 21 núcleos de granjas de matrizes, dois incubatórios e o frigorífico de Itapiranga; a fábrica de rações de São Miguel do Oeste e de Itapiranga; 283 granjas de frangos de corte e três fábricas de maravalha, a certificação foi entregue na última quarta-feira (14/03), em São Paulo.
“Fomos pioneiros ao aderir à iniciativa proposta pela Organização Mundial da Saúde (OIE) e pelo MAPA há mais de dez anos. Esse reconhecimento comprova que fizemos investimentos importantes em nossos processos de qualidade, atendendo aos mais elevados níveis de exigência do mercado internacional e consolidando a Seara como referência na indústria alimentícia”, afirma Joanita Karoleski, presidente da Seara.
“Trata-se de um projeto estratégico para a sustentabilidade de negócios da Companhia, uma vez que o compartimento adota procedimentos com elevado nível de biossegurança”, explica José Antonio Ribas Junior, diretor de Agropecuária da Seara.
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A compartimentação tem como base a prevenção e a biosseguridade e busca reduzir o risco de introdução de agentes causadores de enfermidades no plantel, indo além da delimitação geográfica (regionalização). Dessa forma, é permitida apenas a entrada de ovos, pintos, ração, maravalha e frangos para abate envolvendo unidades que estejam na área de abrangência estabelecida.
Com a certificação, que tem como base a Instrução Normativa 18 e a IN 21 do MAPA, a planta ganha um status sanitário diferenciado, reduzindo o risco de sanções comerciais impostas ao Brasil por mercados externos no caso de eventos sanitários relevantes.























