Demanda aquecida e altas do dólar tem impulsionado os preços dos insumos
Milho e soja seguem em alta no mês de março

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (30/03) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o milho e a soja, principais insumos da avicultura e suinocultura, mantém o movimento de alta.
As cotações de milho continuam em elevação na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Vendedores estão retraídos, com perspectiva de que os preços continuem avançando nas próximas semanas, fundamentados nos estoques baixos e na oferta enxuta de milho primeira safra.
Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou altas de 11,74% na parcial de março (até o dia 27) e de 0,78% em sete dias (entre 20 e 27 de março), fechando a R$ 59,50/sc de 60 kg na sexta-feira – se sustentando, portanto, no maior patamar nominal da série histórica do Cepea.
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Além da menor presença de vendedores, o ritmo de negociação esteve limitado na semana passada por incertezas quanto a possíveis restrições na circulação de mercadorias – diante das medidas de controle do coronavírus.
No caso da soja, 0 Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu 2,2% entre 20 e 27 de março, a R$ 98,82/sc de 60 kg nessa sexta-feira, 27 – na quarta-feira, 25, o Indicador atingiu R$ 99,69/sc, o maior valor nominal da série histórica do Cepea, iniciada em março/06.
Quanto ao Indicador CEPEA/ESALQ Paraná, foi de R$ 91,59/sc de 60 kg na sexta-feira, 27, 1,6% superior ao dia 20. Segundo pesquisadores do Cepea, as elevações no Brasil estão atreladas à combinação de firmes demandas externa e doméstica, da alta nos preços futuros e do dólar elevado.
Além disso, para combater o avanço do coronavírus, o governo argentino limitou o movimento nos portos do país, cenário que pode favorecer as vendas brasileiras de soja e derivados.





















