Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Ajustes na legislação do crédito em pauta

Ministério da Agricultura estuda novas alterações para tornar o ambiente mais “amigável” para os bancos privados operarem recursos equalizados

Ajustes na legislação do crédito em pauta

O Ministério da Agricultura quer “ousar mais” e estuda novas alterações na legislação para tornar o ambiente mais “amigável” para os bancos privados operarem recursos equalizados do crédito rural. As alternativas, que devem publicadas em uma medida provisória junto com o anúncio do próximo Plano Safra, em meados de junho, preveem aparar as arestas que ainda afastam instituições financeiras do setor e diminuir os spreads bancários nessa frente.

Uma das propostas em análise é mudar a lei do crédito rural (4.829/1965) para que a responsabilidade da fiscalização da aplicação do crédito, hoje a cargo das instituições financeiras – e que demanda investimento e estrutura -, passe a ser de tomadores de financiamentos e governo. “É um ônus muito grande. Isso praticamente impede os bancos de atuarem com a equalização”, diz José Angelo Mazzillo Júnior, secretário substituto de Política Agrícola do ministério.

Segundo ele, é possível deixar essa responsabilidade a cargo dos produtores, que prestariam contas do dinheiro público que utilizaram, e do governo, a exemplo do que ocorre com a declaração de imposto de renda à Receita Federal. “Esse seria um caminho que criaria um ambiente mais amigável para os bancos entrarem no processo de equalização”, disse.

O desinteresse dos bancos privados em participar da divisão da equalização nesta safra 2020/21, segundo ele, deveu-se, em parte, a essa questão estrutural que a Pasta quer mudar. A falta de sistemas operacionais para lidar com a equalização também atrapalhou, já que a prioridade das equipes de TI das instituições estava nas soluções para o Pix e o open banking. Como informou o Valor, apenas o Banrisul e o BRDE começaram a operar com recursos equalizados no ciclo atual, após autorização prevista na Lei do Agro.

Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) flexibilizou a forma de fiscalização do crédito, permitindo uso de tecnologia e sensoriamento remoto, por exemplo, para monitorar o uso dos recursos.

O Ministério da Agricultura também quer mudar a lei da subvenção econômica ao crédito rural (8.427/1992) para abrir a possibilidade de criação de novos modelos de subsídios – “sem romper” com o atual, reforça Mazzillo Júnior. Uma das ideias é criar um projeto-piloto, com uma fatia pequena do orçamento, em que o produtor receba a subvenção em forma de pagamento de um percentual do valor da operação, a exemplo do que ocorre no seguro rural. “Hoje, o Tesouro financia o spread bancário, equalizando os juros. Queremos poder pensar em novas formas de apoio ao crédito, como o pagamento de um percentual da operação do produtor”.

A medida daria mais poder ao tomador de crédito e acabaria com práticas abusivas por parte dos bancos, disse ele. “Os bancos vão disputar o cliente, já que ele tem um percentual pago pelo Estado na hora de pegar o crédito. O produtor fica empoderado. Isso mataria a venda casada”, afirma. “O Ministério da Agricultura gostaria muito de testar novos caminhos e ousar um pouco mais”.

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