O movimento de aversão ao risco motivado pela deterioração das expectativas de crescimento econômico provocou forte correção nos contratos de soja, mesmo com números do USDA sinalizando oferta mais apertada
Redução da área estimada nos EUA e risco macro impactam negociações da soja

De acordo com o relatório de Commodities do banco BTG Pactual, a nova rodada de preocupação nos mercados devido à crise sanitária da Covid-19 na China junto ao temor em relação ao impacto que o ciclo de ajuste altista na taxa de juros terá sobre a atividade econômica global provocaram correção generalizada entre as commodities.
Entretanto, o banco acredita que o consumo global de soja siga resiliente, em linha com a expectativa do USDA, que sinaliza que o número para 2022/23 será 14,7 milhões de toneladas acima do observado no ciclo 2021/22. Além disso, a área dedicada ao plantio de soja nos EUA será 3,1% abaixo do visualizado nas primeiras estimativas do USDA, o que junto à deterioração na condição de lavouras pode resultar em produção semelhante ao observado no ciclo anterior.
O banco ressalta que a produtividade apresentada pela entidade para os EUA é alta frente às duas últimas safras, o que os analistas veem como risco para novas revisões baixistas na produção.
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Ainda de acordo com o relatório, a soja tem tendência de alta no longo prazo, mas perde força no curto prazo após falha de rompimento da lateralidade






















