Nascida de um convênio entre a ABCS e a ABNT, a comissão inicia seus trabalhos discutindo uma normalização técnica para os cortes suínos. Fabiano Coser, da ABCS, será o coordenador.
Instalada Comissão de Estudos da Carne Suína
Em pé: Francisco Oliveira (ABNT) e Cínara Batista (Abipecs). Sentados, da esquerda: Fabiano Coser (ABCS), Newton Ferraz (ABNT), Expedito Tadeu Facco Silveira (CTC/Ital), Terezinha Bertol (Embrapa Suínos e Aves) e Fernando Barros (ABCS)
Redação SI (15/12/2006) Em reunião realizada em São Paulo (SP) na tarde de ontem, foi instalada a Comissão de Estudo da Carne Suína, cujo objetivo é o de discutir e criar uma normalização para cada uma das diversas etapas que contemplam o sistema produtivo de suínos. “Mas isto ainda são passos futuros e que dependem da união de toda cadeia. Neste primeiro momento nosso objetivo é debater uma normalização dos cortes suínos”, explica Fabiano Coser, assessor Técnico da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), eleito para ser o coordenador da Comissão.
A instalação desta comissão é um desdobramento de um convênio assinado entre a ABCS e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no início deste ano. A ABNT possui comitês técnicos, os chamados Comitês Brasileiras (CB), dentro dos quais são instaladas estas comissões de estudos dividas por setores. O da carne suína está inserido no Comitê Brasileiro da Carne e do Leite, o CB-56. “Ter cortes definidos tecnicamente e uma nomenclatura que os identifique, possibilita ao mercado ter em mãos uma referência para qualidade e, ao consumidor, ter uma garantia de que o quê ele está adquirindo é realmente o corte anunciado, proveniente daquele local específico da carcaça, conforme referido na norma”, explica Francisco F. Sparenberg Oliveira, assessor da ABNT e gestor interino do CB-56.
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Oliveira ressalta que a adesão à normalização é um ato voluntário, mas que serve de base ou até integralmente – para regulamentações técnicas adotadas pelo governo. Ou seja, existindo a norma e o mercado gradualmente a adotando, quando houver uma regulamentação governamental, a sua implantação obrigatória ou adequação se torna mais fácil, pois espontaneamente já vinha sendo executada. Exatamente por isto, as discussões em torno da normalização devem conter o maior número possível de agentes ligados ao setor: consumidores, produtores, indústria, governo, instituições de pesquisa etc., proporcionado um resultado de consenso e viável na adoção.
Participaram da reunião de ontem representantes da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), da Embrapa Suínos e Aves e do Centro de Tecnologia da Carne, do Instituto de Tecnologia dos Alimentos (CTC/Ital). Para a secretaria da Comissão de Estudo da Carne Suína foi nomeado Newton Ferraz, chefe de Secretaria da CB-56.





















