Um otimismo discreto, misto de esperança e expectativa, toma conta da cadeia produtiva de suínos depois da visita da Missão Russa a Santa Catarina.
Visita da missão russa gera otimismo moderado
Redação SI (17/09/07) – Uma granja de matrizes e um frigorífico da Coopercentral Aurora, em Chapecó, foram as únicas unidades de suínos no Brasil inspecionadas pelos técnicos russos.
“Gostei do que vi, vou fazer um relatório positivo”, disse o chefe da missão russa, Valery Zakharov, ao presidente da Aurora, Mário Lanznaster. A missão, a mais rigorosa que já visitou o país, era formada pela tradutora Vita Vizovbkova e pelos médicos veterinários especializados em sanidade Victor Filatov e Aleksey Mishchenko. Toda a estrutura e o sistema de controle e vigilância sanitária foram exaustivamente inspecionados, especialmente os controles documental, de vacinação e de visitas.
Depois de 20 meses sem exportar para a Rússia, indústrias e produtores não podem alimentar falsas esperanças, por isso não fazem nenhuma previsão sobre a retomada das exportações. “Previsões ufanistas e exageradas, feitas pelas lideranças políticas, somente tumultuaram o mercado”, observa Lanznaster.
Leia também no Agrimídia:
- •Conflito no Oriente Médio deve pressionar custos e alterar fluxos globais da suinocultura, aponta Rabobank
- •Nota fiscal eletrônica passa a ser obrigatória para produtores rurais no Rio Grande do Sul a partir de maio
- •Plataforma digital impulsiona capacitação na suinocultura canadense e amplia eficiência produtiva
- •Exportações em alta e preços em queda pressionam a suinocultura brasileira em 2026
O presidente da Aurora, contudo, acredita que algo vai acontecer em razão das sucessivas missões que estão chegando ao Brasil para inspecionar a suinocultura industrial – a Rússia está encerrando a visita, o Chile iniciou nesta semana, a China vem na próxima semana, a missão européia chega em outubro e, a japonesa, em novembro.
A eventual retomada das exportações enxugaria o excedente de carne no mercado interno e recuperaria o patamar de preços praticados ao criador.
A missão russa foi acompanhada de técnicos do Ministério da Agricultura Cristiane Cattani e Carlinhos Marcon, chefe da Defesa Sanitária Nilton Antonio de Morais, técnicos da Cidasc Edson Nascimento, Janandra Cortese da Silva e Ateléia Balestrin e da Aurora Eliana R. Bodanese, Marcos Luiz Cortina e Thiago Previdi.





















