Criadores discutem, em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, os rumos para o mercado do suíno. A alta dos insumos preocupa.
A suinocultura em questão
Redação (15/08/2008)- A carne de porco é a principal atividade do agronegócio em Santa Catarina, onde o suíno é sinônimo de dinheiro. A atividade emprega diretamente 65 mil pessoas. Mais de 600 mil toneladas são exportadas por ano. A produção está em três milhões de animais.
O criador Lenoir Sansigolo, do município de Arvoredo, acredita que a situação poderia estar ainda melhor não fossem os preços dos insumos e principalmente do milho, o principal ingrediente das rações.
“Pelo preço dos insumos para tratar os animais o porco deveria estar um pouquinho mais caro”, disse Sansigolo.
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Os últimos anos da atividade transformaram os criadores em empresários rurais. É por isso que eles estão no 1º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura. O grande momento do encontro, que reuniu também técnicos e empresários de frigoríficos, foi a discussão da possibilidade de aumentar a lista de compradores de Santa Catarina. O sinal verde agora é do Chile e o primeiro embarque pode acontecer ainda este ano.
“Acordos sanitários já foram estabelecidos entre os dois países, principalmente no Estado de Santa Catarina que tem a concessão uma vez que é livre da aftosa sem vacina, uma credencial fundamental para a exportação. A partir dos acordos sanitários, têm os acordos comerciais. Esses acordos são estabelecidos entre importadores chilenos e exportadores brasileiros”, explicou o veterinário Miguel Canal.
O encontro em Chapecó termina nesta sexta-feira.























