Santa Catarina busca alternativas para trânsito de aves de descarte. Números reduzem.
Destino para aves de descarte
O secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Antonio Ceron, o diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária, Roni Barbosa, e o deputado estadual, Darci de Matos, estiveram reunidos com representantes de abatedouros de aves de descarte das regiões Norte e Sul de Santa Catarina, para discutir a atual situação do setor na última quarta-feira (17).
Segundo os empresários, houve uma redução do número de aves de descarte destinadas ao abate no Estado e devido à impossibilidade da aquisição em outros Estados, está sendo inviabilizada a atividade nos abatedouros que possuem Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Pela legislação federal e estadual, somente é permitido o trânsito de aves para descarte, com origem em outros Estados, apenas para os abatedouros com registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). “Se a situação não mudar, nós vamos fechar as portas e serão mais de dez mil pessoas desempregadas”, diz Jane Bertuol, proprietária da Avícola Joinville.
De acordo com Ceron, o assunto será analisado pelo Comitê Estadual de Sanidade Avícola e, se for aprovada a possibilidade de inclusão dos abatedouros com SIE, será encaminhada proposta nesse sentido ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ou seja, viabilizando aos abatedouros com registro no SIE à aquisição de aves de descarte com origem em estados vizinhos com o mesmo status sanitário, a exemplo do Paraná. “Nós somos referência em sanidade animal e os critérios do SIE são confiáveis”, comenta. “Me dedicarei para que esta dificuldade seja superada e os abatedouros envolvidos possam operar com matéria prima suficiente para a continuidade de suas atividades”, conclui.
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Uma nova reunião foi agendada para o mês de julho em que será informado a condição da proposta e os representantes dos abatedouros serão novamente ouvidos. “Ainda este mês haverá a reunião do Comitê de Sanidade Avícola onde iremos apresentar a proposta e caso ela seja aceita nós encaminharemos ao Ministério da Agricultura”, conclui.






















