Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,36 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,88 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,97 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,36 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,96 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,28 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,63 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,62 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,62 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.356,88 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.299,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 154,29 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,60 / cx
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Nutrição

Os ácidos orgânicos podem atender as demandas da moderna suinocultura?

Artigo discute a evolução da tecnologia dos blends de ácidos orgânicos tem acompanhado o progresso do suíno moderno

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Os ácidos orgânicos podem atender as demandas da moderna suinocultura?

Nas últimas décadas a suinocultura vem passando por profundas modificações, tornando-se cada vez mais tecnificada, sendo gerenciada com extremo rigor com o propósito de otimizar os recursos genéticos, nutricionais, ambientais e de manejo que a compõem.

Preservados os avanços observados, o desmame, comumente realizado na terceira e na quarta semana de idade, ainda é um grande desafio para o segmento, que somado ao aumento do peso ao abate, ao maior ganho de peso e à melhor conversão alimentar, exige plena saúde do sistema digestório do suíno para atender os alvos de produtividade.

Paralelamente, a conduta europeia de banimento do uso dos antibióticos promotores de crescimento, que vem mudando conceitos em todo o mundo, fizeram com que os investimentos em outras classes de aditivos melhoradores do desempenho passassem a participar cada vez mais desta cadeia, em especial àqueles que agem na saúde do trato gastrintestinal, órgão que além das funções que todos conhecemos, também é considerado o principal órgão de defesa do animal.

Neste cenário ainda em desenvolvimento, entre vários aditivos “alternativos”, os acidificantes têm um papel relevante, ocupam um expressivo espaço nas rações desta espécie, e seguem sob um quadro de evolução técnica, em especial quanto à forma de apresentação e uso, acompanhando a evolução da suinocultura.

As pesquisas quanto ao uso de ácidos orgânicos na suinocultura iniciaram nos primeiros anos da década de 1960, quando ainda era comum o uso de ingredientes de baixa digestibilidade e baixa porcentagem de lactose nas rações pós-desmame, situação que frequentemente resultava em quadros de diarreia. Para minimização deste problema, alguns trabalhos fizeram uso dos ácidos livres visando a redução do pH estomacal (KERSHAW et al., 1966; COLE et al., 1968).

O uso bem sucedido dos acidificantes nas dietas de suínos depende da compreensão do seu modo de ação. Neste sentido, destacam-se a redução do pH estomacal, as alterações na microflora intestinal (por meio de controle bactericida ou bacteriostático), a redução da taxa de esvaziamento estomacal, o aumento da atividade enzimática, a estimulação das secreções pancreáticas, a melhora da digestibilidade e a redução de alterações na morfologia intestinal. (GIESTING; EASTER, 1991; PARTANEN; MROZ, 1999).

Os ácidos orgânicos utilizados na nutrição animal são de cadeia curta (C1 – C7), sendo encontrados nas formas físicas sólida ou líquida. Os ácidos na apresentação sólida são mais utilizados, sendo de melhor manuseio. As formas líquidas podem ser até 20% voláteis durante o processo de pulverização, apresentam odor desagradável e têm alta corrosividade, sendo restrito o seu uso nas fábricas de ração. (MROZ, 2005).

No entanto, um fator que limita a eficácia destes ácidos na forma livre é a sua rápida absorção quando atingem o intestino delgado, ficando impossibilitados de exercerem sua atividade bactericida no intestino (GRILLI et  al., 2010). Para que viessem determinar resultados satisfatórios de redução de pH estomacal e controle das bactérias patogênicas eram demandados, portanto, grandes volumes de ácido, ou mais de 1,5% de ácidos orgânicos na ração. Contudo, segundo Monteiro (2004), na forma livre, os ácidos muitas vezes são tóxicos, corrosivos, amargos, possuem um odor forte e podem causar irritação durante sua manipulação.

Cada acidificante pode apresentar benefícios diferentes no trato digestório devido as suas características químicas e à capacidade acidificante distinta. Assim, é sugerido que sejam utilizadas misturas de ácidos nas rações como forma de ampliar sua eficiência, contrapondo-se ao uso isolado de um ácido. Este conceito ganhou sustentação, sendo atualmente regularmente utilizado blends de ácidos orgânicos com diferentes pKas.

O pKa de um ácido é o valor de pH no qual 50% do ácido encontra-se na forma não dissociada, que, por sua vez, indica a força deste ácido, ou seja, sua tendência em doar prótons. O pKa também determinará a eficácia do ácido na inibição de microrganismos, sendo capaz de alterar a concentração iônica no citoplasma destes (PARTANEN;  MROZ, 1999).

Segundo Santos (2010), as principais limitações do uso de ácidos orgânicos se devem ao fato destes serem imediatamente absorvidos e metabolizados quando entram no duodeno. Sendo assim, a sua ação ao longo dos outros segmentos do trato digestório (jejuno, íleo, ceco e cólon) fica comprometida, tendo em vista que as quantidades que chegam nestes segmentos são mínimas ou nulas, tornando a ação dos ácidos ineficiente (PIVA et al., 2007). Para minimizar este problema, passou-se a utilizar produtos elaborados a partir de sais de ácidos fumárico, cítrico, lático, málico, fórmico, acético, propiônico, sórbico e butírico, e, em menor frequência, o tartárico. Geralmente, a eficácia dos ácidos orgânicos é maior do que os seus sais e dos ácidos inorgânicos (SCHONER, 2001). Alguns ácidos se apresentam na forma de sais de potássio, cálcio ou sódio, e, em relação aos ácidos livres, estes possuem vantagens por serem geralmente inodoros e estarem na forma sólida. Isso transforma os sais de ácidos em substâncias mais estáveis, com menos problemas em relação à corrosividade e volatilização, mais seguros para seu manuseio e mais solúveis em água (PARTANEN; MROZ, 1999). Os sais de ácidos são formados a partir da substituição do íon hidrogênio por uma base (potássio, sódio, cálcio, etc.), e podem apresentar alto poder higroscópico, possuindo efeitos menores que os ácidos que os originaram (FRANÇA, 2008).    

Esta desvantagem, contudo, pode ser compensada através de tecnologias de revestimento, como o encapsulamento dos ácidos livres, mascarando seu sabor amargo, eliminando a dificuldade de manipulação, trazendo benefícios também ao permitir o controle do local de ação do acidificante, bem como adequando a velocidade de liberação e de dissociação do princípio (ácido) no trato (MROZ, 2005).

Segundo Piva et al. (2007), a tecnologia do encapsulamento permite que os ácidos orgânicos cheguem a todo o trato gastrintestinal do suíno, superando sua rápida absorção nas partes mais altas do trato. A microencapsulação dos compostos ativos em uma matriz faz com que esta seja digerida à medida que passa pelo trato intestinal.

Outro fator que deve ser levado em conta é a tendência do consumidor em querer fazer uso de um alimento livre de antibióticos, como os promotores de crescimento. Na Europa estes foram banidos em 2006, e nos Estados Unidos as indústrias farmacêuticas têm um prazo de três anos para adequarem os rótulos dos antibióticos, retirando a indicação de uso como “promotores de crescimento”.

Um dos grandes desafios da suinocultura moderna é controlar a ação de patógenos e as altas condições de estresse. Estes podem levar a grandes perdas de eletrólitos e ao aumento de endotoxinas séricas, pois promovem interferências nas funções da barreira intestinal, estimulando o sistema imune, que, por sua vez, leva à piora das funções e a danos das vilosidades intestinais, diminuindo a área de absorção de alimentos, exigindo assim um maior consumo de energia para a manutenção da saúde intestinal.

Nesta linha de sinergia com a saúde intestinal, hoje é possível contar com a associação de ácidos orgânicos com óleos essenciais encapsulados com ácidos graxos de cadeia média. Esta associação mostra-se bastante interessante, pois as bactérias gram-negativas são mais susceptíveis aos ácidos com menos de oito carbonos, enquanto as bactérias gram-positivas apresentam sensibilidade aos ácidos com cadeias maiores e moléculas mais lipofílicas (PARTENEN; MROZ 1999).

Segundo Lehnen (2009), os ácidos que passam pelo processo de encapsulamento não sofrem reações de hidrólise até a chegada ao intestino delgado, permitindo maior ação sobre o pH elevado nas porções finais do trato gastrointestinal.

Modulação da saúde intestinal

Recentemente concluído, um estudo com blends de ácidos orgânicos microencapsulados, conduzido pelo grupo de suinocultura da Universidade Estadual de Londrina, apontou que este complexo é capaz de colaborar com a modulação da saúde intestinal (Gráficos 1 e 2), melhorando a altura das vilosidades do jejuno (local de maior absorção de alimentos e produção de enzimas), reduzindo a diarreia no período pós-desmame e aumentando a produção de ácidos graxos voláteis, sugerindo um expressivo efeito benéfico em todo o trato gastrintestinal.

Nesta pesquisa foram utilizados 120 leitões, machos castrados e fêmeas, linhagem Pen Ar Lan, desmamados com idade média de 23 dias e 6,00 kg ± 1,2 kg de peso vivo, submetidos a cinco dietas isonutrientes e isoenergéticas, sendo uma controle e quatro contendo diferentes blends comerciais de ácidos orgânicos.

As rações foram formuladas para atender as exigências mínimas para leitões de alto potencial genético com desempenho superior (ROSTAGNO et al., 2011), sendo definidos três fases: pré-inicial (23 – 37 dias), inicial I (38 – 51 dias) e inicial II (52 a 63 dias).

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