Este é o último tema do evento realizado na cidade de São Paulo.
Conferência internacional debate sustentabilidade dos biocombustíveis e segurança alimentar
Redação (19/11/2008)- Sustentabilidade é um padrão mínimo que deve ser adotado por todos aqueles que se propõem a produzir biocombustíveis, defendeu, nesta terça-feira (18), a senadora e ex-ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, moderadora da terceira sessão plenária da Conferência Internacional sobre Biocombustiveis, em São Paulo/SP. “Há coisas muito concretas que devem ser levadas em conta para a produção de biocombustíveis, como a proteção das florestas e a segurança alimentar”, completou.
O último tema proposto para o dia, Biocombustíveis e Sustentabilidade: segurança alimentar; geração de renda, desafios para os ecossistemas, tem na pauta a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica e social.
Para o secretário-geral da Cooperação Ibero-Americana, o uruguaio Enrique Iglesias, a questão implica na disponibilidade dos recursos alimentares para toda a população. Ele atribui à escassez de alimentos a redução de reserva e o aumento do consumo na Ásia. “O papel dos biocombustíveis nessa matéria provocou impacto, principalmente no caso do milho usado para produzir etanol”, afirmou. No entanto, ele acredita que o mais importante, neste momento, é colocar novamente a agricultura como tema central das políticas públicas. “As tecnologias aplicadas à agricultura e à agricultura familiar podem ser uma resposta a esse tema”, ponderou.
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A secretária-executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, comentou que, na América Latina, os países formam quatro grupos: os importadores de alimentos de energia, os que exportam alimentos e importam energia, os que importam alimentos e exportam energia e aqueles que importam alimento e energia.
Na opinião de Bárcena, é hora de acabar com a importação de alimentos para fins de segurança alimentar. “Eu não acredito nisso, assim como nunca acreditei que importar energia seja a solução para a segurança energética”, declarou.
Por sua vez, o diretor da ONG Amigos da Terra/Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, defendeu que os subsídios praticados por muitos paísesaticas deprazo n de longo prazo noara se ter acesso aesses alimentossa e alimentos, exporta alimentos e importa não são compatíveis com estratégias de sustentabilidade econômica. Para ele, sob o ponto de vista da sustentabilidade para os biocombustiveis, é preciso ter em conta a economia da biomassa como um todo. “Quando se fala de cana-de-açúcar, temos que pensar não só no etanol, mas também na descentralização da produção”, finalizou.























