Participantes estão relatando dificuldades e conquistas na prevenção e no controle das doenças que têm que ser noticiadas à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Técnicos discutem em Curitiba programa de prevenção e controle de doenças das aves
Redação (10/12/2008)- As ações e os pontos que precisam ser aprimorados no Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) estão sendo debatidos hoje (9), em Curitiba, num encontro que reúne representantes de superintendências federais de agricultura e dos órgãos executores de defesa sanitária animal.
Segundo a coordenadora de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Regina Darce, no encontro, os técnicos estão relatando dificuldades e conquistas na prevenção e no controle das doenças que têm que ser noticiadas à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), entre elas as salmoneloses, micoplasmoses, gripe aviária e doença de Newcastle.
"É a terceira reunião deste ano. Precisamos manter atualizadas as normas que regulamentam o programa e aperfeiçoá-las para garantir a posição brasileira de terceiro maior produtor e o maior exportador avícula do mundo”, explicou Regina.
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De acordo com dados da União Brasileira de Avicultura, o Brasil terminará 2008 com 4 milhões de toneladas de carne de frango exportadas, atingindo receita cambial próxima de US$ 7 bilhões, o que corresponde a uma participação de 45% do mercado mundial. A expectativa é chegar a uma produção de 11 milhões de toneladas. Em relação ao mercado interno, a carne de frango deverá, na comparação com outras carnes, manter a liderança de consumo conquistada desde 2006.
Devido a importância do setor e ao risco que constitui uma possível ocorrência da gripe aviária ou doença de Newcastle, é importante, de acordo com a coordenadora, o trabalho de inspeção e sanidade realizado nos últimos anos. Ela destacou que não houve, até agora, registro de casos de gripe aviária no país, uma doença sistêmica que pode ser altamente letal para aves. Já a doença de Newcastle é uma enfermidade viral, aguda, altamente contagiosa, que há 20 anos foi erradicada do Brasil.
Segundo a coordenadora, um grande desafio é aproximar a avicultura de subsistência, familiar, da avicultura comercial. “Devem ter interesses iguais, somos todos parceiros, com um objetivo comum que é produzir plantel seguro para o consumo e comercialização. Qualquer enfermidade compromete a posição brasileira, traz grandes prejuízos e barreiras que impedem a comercialização”, enfatizou.























