Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
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Saúde Animal

Circovirose controlada?

Em entrevista, o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Nelson Morés, fala sobre vacinação e circovirose. Comenta também o impacto do circovirus na reprodução.

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Nelson Morés, pesquisador da EmbrapaDesde a chegada das vacinas para circovirose no Brasil, a enfermidade se mantém sob controle. A mortalidade diminuiu, assim como a ocorrência de refugos nas granjas. Para o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Nelson Morés, é cedo para afirmar que ela deixou de ser a principal doença da suinocultura brasileira. No entanto, é visível que produtores têm voltado a se preocupar mais com problemas respiratórios ou entéricos do que com o circovirus.

Nesta entrevista, Morés fala sobre o impacto da circovirose no plantel suíno nacional, o papel das vacinas nesta melhora e os prejuízos que ainda causa em questões reprodutivas. O pesquisador está à frente de um trabalho que avalia a causa de leitões natimortos e mumificados na maternidade. Leia a entrevista a seguir.

Suinocultura Industrial – Qual o atual panorama da circovirose no plantel suíno brasileiro? Ela está controlada?
Nelson Morés – Sem dúvida. Hoje a situação é bem melhor do que há dois ou três anos. A circovirose começou no Brasil a partir de 2000. Em sua fase inicial afetou muito a fase de creche, acometendo depois a fase pós-creche, com os suínos entre 70-115 dias. Muitas granjas chegaram a ter mortalidade a 10-12%, mas a média ficava entre 4-5% em crescimento e terminação. Com o advento das vacinas – são quatro marcas vacinais no Brasil, se não me engano – a maioria dos planteis passaram a vacinar. Não saberia dizer o percentual, mas a grande maioria utiliza vacina. E houve uma eficiência muito boa, fazendo com que a mortalidade caísse para níveis de 2%, sendo economicamente muito importante também.

SI – O fator vacina foi determinante então para o controle da circovirose.
Morés – Foi importante. Antes do advento das vacinas se utilizava muito o controle baseado nos 20 pontos de Madec. Se conseguia controlar relativamente bem quando a granja conseguia corrigir a maioria destes fatores de risco, só que a grande maioria das criações não conseguia isto em função da estrutura já existente. Elas não conseguiam corrigir estes fatores de risco. Então permaneciam com a mortalidade elevada. Com o uso da vacina eles obtiveram realmente uma melhora bastante grande, tanto na mortalidade como na redução de ocorrência de refugos.

SI – Mesmo com este controle, a circovirose continua a ser a principal enfermidade da suinocultura?
Morés – Acho que agora se tem que esperar um pouco para se ter melhores dados em relação a isto. Com a utilização das vacinas, para muitas granjas a circovirose já não é a principal preocupação do produtor. Ela passou a ser problemas respiratórios ou entéricos no início do crescimento e terminação. Então, depende muito da granja, mas acredito que hoje quem utiliza um bom programa de vacinação para circovirose tem pouco problema com mortalidade. Existe ainda uma dúvida com relação a influência da circovirose na parte reprodutiva e se os produtores deveriam ou não realizar também a vacinação em reprodutores visando reduzir o impacto da circovirose na questão reprodutiva. Eu acho que precisaria de mais pesquisas em relação a isto, para se ver se é necessário ou não vacinar, até porque se tem um custo adicional também.

SI – A pesquisadora Janice Zanella, do Labex, divulgou há algum tempo um trabalho em que a transmissão da circovirose também poderia ocorrer via inseminação.
Morés – A doutora Janice estudou bastante isto e se sabe que o circovirus pode ser transmitido através do sêmen. Os machos se infectam e existe uma eliminação intermitente do circovirus no sêmen e isto pode infectar fêmeas. A questão toda é a importância disto com relação à parte reprodutiva das porcas. Nós estamos fazendo um trabalho com fetos natimortos e mumificados. Estudamos 237 fetos natimortos, alguns mumificados, e estamos estudando vários agentes patogênicos e, entre eles, o próprio circovirus. Os dados preliminares apontam que realmente o circovirus parece ser uma preocupação, embora o maior percentual destes fetos natimortos não se deu por causas infecciosas.

SI – Mas qual o papel do circovirus nestes fetos natimortos por causas infecciosas?
Morés – Existe uma relação de natimortos ou mumificados, especialmente os mumificados, com a infecção por circovirus. Não sabemos ainda porque não terminamos o trabalho. Não temos qual o percentual, mas já foi identificado esta relação em outros trabalhos. Nós também estamos verificando isto com lesões especialmente no coração, além da demonstração do antígeno através da imunohistoquímica, que mostra a presença do circovirus nestas lesões.

SI – Qual este estudo deve estar concluído?
Morés – Ele está na fase de análise dos dados. Já foi concluída a parte laboratorial e experimental e no próximo ano os resultados devem ser publicados. Estamos quase no final da avaliação.

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