Mortalidade na granja pode cair 12% se o avicultor remover aves mais agressivas e dar preferência à reprodução entre aves mais “sociáveis”.
“Olhar social” na avicultura

De acordo com os resultados de uma pesquisa liderada por Piter Bijma, membro do Grupo de Genética e Melhoramento da Universidade de Wageningen, na Holanda, a criação seletiva de frango – com um “olhar diferenciado” para o comportamento social da ave – pode reduzir a mortalidade do plantel em até dois terços. O resultado é comparável às taxas obtidas com a utilização da debicagem.
Juntamente com a pesquisadora Esther Ellen, Bijma estudou mil aves debicadas em gaiolas. A mortalidade total entre os frangos foi de 30%, devido ao comportamento agressivo das aves. A porcentagem de mortalidade por gaiola foi diferente. Na sequência, os pesquisadores pegaram os frangos das gaiolas com as menores taxas de mortalidade e os definiram como uma “nova raça”. Após a terceira fase da seleção, com aves mais “sociáveis”, foi feita a reprodução das mesmas. Com isso, a mortalidade caiu para cerca de 12%. “Esses números se aproximam dos dados das aves debicadas, onde a taxa de mortalidade normal é de cerca de 10%”, disse Bijma.
O passo seguinte da pesquisa, de acordo com Bijma e Ellen, é testar mais duas gerações desta “nova raça” para ver se a taxa de mortalidade continua a cair e, eventualmente, atingir o número de 10%. As informações são do site internacional Watt.
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