Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Energia

Aerogeradores chegam a casas e fábricas no Ceará

Mercado de torres eólicas de pequeno porte começa a despontar no Estado do Ceará e poderá avançar no Nordeste.

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Aerogeradores chegam a casas e fábricas no Ceará

Se forrar o telhado de casa ou da empresa com placas fotovoltaicas para geração de energia solar ainda está longe de se tornar um hábito sustentável no Brasil, o que dizer de quem tem no quintal a sua própria torre eólica? Pois no Ceará, um dos Estados com maior potencial de ventos do país, já é possível encontrar algumas dezenas de aerogeradores trabalhando no varejo, fornecendo energia elétrica em pequena escala para condomínios, concessionárias de veículos e pequenas fábricas.

Na esteira do processo de consolidação do mercado eólico nacional, começam a brotar as primeiras iniciativas no segmento residencial e comercial da geração de energia elétrica a partir dos ventos. Na última terça-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou regras que visam reduzir barreiras para instalação de empreendimentos de geração de pequeno porte, que incluem a microgeração (até 100 KW de potência) e a minigeração (de 100 KW a 1 MW). A norma cria o Sistema de Compensação de Energia, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores e trocar energia com a distribuidora local.

É neste contexto que, após um investimento de R$ 12 milhões e alguns meses de testes, a cearense Satrix Energias Renováveis deu a largada na expansão de seu negócio. Instalada em Eusébio, região metropolitana de Fortaleza, a empresa é uma das primeiras fabricantes de aerogeradores de pequeno porte do país. A produção ainda é discreta. Apenas 30 equipamentos estão em funcionamento – todos em Fortaleza e cidades vizinhas. Nos próximos dois anos, porém, a empresa quer ver seus aerogeradores girando em todos os Estados do Nordeste, região com o maior potencial eólico do Brasil. Para isso, terá que investir pelo menos outros R$ 15 milhões, segundo cálculos do empresário pernambucano Marcelo Tavares de Melo, um dos quatro sócios da Satrix.

“Sentimos o crescimento do interesse e decidimos aumentar. Estamos expandindo a fábrica e montando equipes de vendas em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em um segundo momento, vamos atacar Bahia, Maranhão e Piauí”, disse Melo, que ainda tem planos futuros para a região Sul do país, onde também sopram ventos vantajosos.

Ter uma torre eólica no quintal pode custar menos do que um carro popular na garagem, segundo ele. A versão mais barata – com 1,2 kW de potência – sai a R$ 26 mil, incluída a instalação. O aerogerador mais potente da Satrix chega a 50 kW, suficiente para abastecer uma pequena fábrica. “Há casos em que podemos instalar mais de uma torre, o que pode aumentar a capacidade de geração”, reforçou o diretor técnico da empresa, Alexandre Holanda.

A instalação, que leva cinco dias, é precedida de uma análise de viabilidade dos ventos no endereço pretendido. Assim como acontece na geração solar, a energia produzida no aerogerador doméstico não é necessariamente utilizada pelo dono da torre. “Um inversor joga essa energia na rede de distribuição e o proprietário a recebe de volta, como compensação”, explicou Holanda. Segundo ele, a economia com a conta de luz pode pagar o investimento na torre em um período de cinco anos, em média.

Melo explica que o surgimento do mercado residencial é resultado da popularização desta fonte. A ocorrência de leilões periódicos para a compra da energia proporcionou maior segurança aos investidores. O processo tornou mais competitivo o preço da energia eólica, que representa menos de 2% da matriz energética do país. Apesar dos avanços, a baixa produtividade dos parques já instalados dá margem a dúvidas quanto ao cenário futuro para as eólicas.

“As principais fabricantes de equipamentos de grande porte, como Suzlon, Vestas e Führlander, não atuam no nosso segmento”, disse ele, que tem apenas a Enersud, do Rio, como concorrente. O índice de nacionalização das torres da Satrix é de 82%. Torres, pás e naceles são fabricadas pela própria empresa, enquanto que o motor e os dispositivos eletrônicos vêm da Alemanha.

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