Governo aponta crédito, exportações e custos como eixos para sustentar o avanço do agro
Ministro destaca Plano Safra, abertura comercial e redução da dependência de fertilizantes durante encontro em SP

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, apresentou nesta terça-feira (2), em São Paulo, as principais diretrizes do governo para o agronegócio brasileiro, com foco na ampliação do crédito rural, abertura de mercados e fortalecimento da defesa agropecuária. A exposição ocorreu durante reunião do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que reuniu lideranças do setor produtivo, empresários e representantes de entidades.
Ao tratar da estratégia para o campo, o ministro enfatizou o peso do agronegócio na economia brasileira e a necessidade de articulação entre governo e iniciativa privada para sustentar o crescimento. “O agro é um setor que responde por cerca de 25% do PIB nacional, gera milhões de empregos e é responsável por metade das exportações brasileiras. Por isso, é fundamental que governo e setor produtivo caminhem juntos, construindo soluções que fortaleçam a produção, ampliem oportunidades e garantam mais competitividade para o Brasil”, afirmou.
Plano Safra
A preparação do Plano Safra 2026/2027 foi apontada como uma das prioridades da pasta. Segundo o ministro, o objetivo é ampliar os recursos disponíveis e, principalmente, assegurar condições mais acessíveis de financiamento. “Queremos construir um Plano Safra robusto, mas também assegurar que a taxa de juros caiba no bolso do produtor rural”, disse. Ele destacou ainda que os três primeiros planos do atual governo somam R$ 1,547 trilhão, valor superior ao disponibilizado na gestão anterior.
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A ampliação do acesso a mercados internacionais também foi destacada como eixo estratégico. De acordo com o ministro, o Brasil já alcançou 616 aberturas de mercado em 88 destinos e trabalha para atingir 700 até o fim do ano. A diversificação de compradores, segundo ele, amplia oportunidades para diferentes cadeias produtivas e fortalece a presença do país no comércio global.
China
Nas relações comerciais, a China foi citada como parceiro central. André de Paula ressaltou avanços recentes, incluindo o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, e destacou a credibilidade do sistema de defesa agropecuária nacional diante de exigências sanitárias internacionais.
Fertilizantes
Outro ponto abordado foi a dependência externa de fertilizantes. O ministro afirmou que o governo tem buscado acordos com países fornecedores, como China e Nigéria, além de incentivar a retomada da produção nacional. A reativação de fábricas no país é vista como estratégia para ampliar a segurança de abastecimento e reduzir custos ao produtor.
Embrapa
Durante o encontro, André de Paula também destacou a importância da pesquisa agropecuária e os investimentos voltados à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ao participar da inauguração de um novo escritório da instituição em São Paulo e da assinatura de parceria com o setor privado, o ministro ressaltou a ampliação de recursos, a retomada de concursos públicos e a modernização da estrutura da empresa. “O respeito pela Embrapa é tão grande que estamos triplicando os investimentos em pesquisa. Retomamos a realização de concursos públicos após 15 anos e estamos fortalecendo a estrutura da empresa para que ela continue impulsionando o desenvolvimento da agropecuária brasileira”, afirmou.
Ao longo da apresentação, o ministro também destacou que a condução da pasta tem priorizado a continuidade de políticas públicas e o diálogo com produtores, cooperativas e entidades do setor. Segundo ele, a interlocução com diferentes segmentos é essencial para enfrentar os desafios e sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Mapa























