Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Gripe aviária ainda é ameaça aos plantéis do País

Com a crise mundial, vendas externas de frango cresceram apenas 1,18% em 2006.

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Redação (11/01/07) – Passado um ano do pânico mundial em função da gripe da aviária, o Brasil ainda precisa aumentar a prevenção à doença – existem 18 locais monitorados, mas em apenas oito foram feitos exames em aves migratórias.

Além disso, desde que o Plano Nacional da Influenza Aviária e Prevenção da Doença de New Castle foi criado, em abril de 2006, somente dois estados aderiram. Apesar disso, especialistas dizem que o risco no Brasil é baixo. O ano passado terminou com 114 infectados e 79 mortos pela gripe aviária, que se espalhou por 40 novos. A crise criada pelo aumento dos focos da doença provocou redução generalizada do consumo de frangos. Com isso, o Brasil encerrou 2006 com vendas apenas 1,18% superiores ao ano anterior, somando US$ 3,2 bilhões.

Em 2005, as exportações cresceram 15%. – Desde a descoberta da doença, em 2003, 261 pessoas já foram afetadas pelo vírus da gripe aviária em 10 países. Do total, 154 morreram. Ontem, o Vietnã anunciou uma quarta província com focos, o que diminui as esperanças de que possa ser contido o ressurgimento do mortal vírus H5N1.

“A grande questão não é mais se haverá uma pandemia de gripe aviária no mundo, pois ela existirá. Mas, sim quando ela acontecerá”, disse o infectologista da Universidade de Campinas (Unicamp), Luiz Jacintho da Silva. Apesar da certeza de que haverá a pandemia da gripe aviária, a gerente médica do laboratório Sanofi Pasteur avalia que o risco de surgimento da doença no Brasil é muito baixo.

Isso porque mesmo que as rotas das aves migratórias que vêm para o Brasil cruzem, do Hemisfério Norte, com as que vêm da Ásia, não necessariamente se encontram. Outra explicação seria a temperatura – o vírus é mais transmissível em períodos frios. Para o vice-presidente da União Brasileira de Avicultura (UBA), Ariel Mendes, vice-presidente Técnico Científico da UBA, ainda falta a implantação do programa de prevenção.
 
“Espero que o novo ministro tenha sensibilidade para entender que o setor é impor-tante”, diz. Apesar disso, ele destaca avanços. Segundo Mendes, há um maior controle da importação de material genético, houve treinamento de veterinários e foi feito um levantamento georeferenciado das granjas. Ele se queixa, no entanto, da falta de verbas.

Dos R$ 287 milhões previstos para o plano, em três anos, apenas R$ 40 milhões foram liberados. Em 2006, o governo também ampliou o número de laboratórios para diagnóstico, que passaram de um para sete. Segundo o fiscal agropecuário Luís Cláudio Coelho, o governo está monitorando a entrada dos animais e fazendo um inquérito epidemiológico nestes locais – os resultados ainda não estão prontos.

“O país está bem mais preparado”, diz Liana Brentano, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Suínos e Aves). Segundo ela, o risco maior é pela entrada pelo Norte porque é um vírus do Hemisfério Norte – exceto Austrália e África. Segundo ela, os casos na África preocupam porque é um lugar pobre. No entanto, Liana diz que o cenário atual é bem mais tranqüilo do que em relação a 2006.

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