Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Cereais de inverno, suínos e aves: uma década em busca de sinergia

O que se iniciou como uma proposta de pesquisa logo viu mais atores se engajarem na discussão sobre o tema (associações, produtores, indústrias e órgãos públicos).

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Cereais de inverno, suínos e aves: uma década em busca de sinergia

Já faz uma década que a Embrapa Suínos e Aves propôs a abertura de um debate sobre como os cereais de inverno poderiam ampliar a oferta de grãos utilizados na produção de rações para a suinocultura e a avicultura,especialmente no Sul do Brasil, região que concentra as duas atividades (Bertol et al., 2016, Suinocultura Industrial, edição 270; Santos Filho et al., 2016).

O que se iniciou como uma proposta de pesquisa logo viu mais atores se engajarem na discussão sobre o tema (associações, produtores, indústrias e órgãos públicos).

Também tomou parte na construção de políticas públicas (incentivos ao plantio de cereais de inverno), promoveu a definição de alvos de inovação (variedades de grãos voltadas às rações animais) e, no sentido mais amplo e recente, face aos desafios de substituição dos combustíveis fósseis, observou-se o surgimento de um novo e potencial mercado para os cereais de inverno (como as indústrias de produção de etanol no sul do Brasil). 

Inequivocamente, o debate despertado na década passada ocorreu porque as análises e projeções na dinâmica da indústria da carne de aves e suínos indicavam para um crescente déficit de milho em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. No âmbito interno da Embrapa Suínos e Aves, a partir de 2014, reuniões internas passaram a ser realizadas para a caracterização e dimensionamento do problema, com análises conjunturais de produção e consumo de milho, e de logística e elaboração de estratégias (Santos Filho et al., 2018).

As análises e projeções dos cenários resultaram em uma mobilização técnico-científica que foi externada reiteradas vezes em vários eventos direcionados à produção animal (Santos Filho et al., 2016). A partir de 2016 foram realizadas reuniões técnicas e workshops com representantes do setor produtivo e do setor público de SC e RS.

O maior alerta para a situação crítica na disponibilidade de milho veio com a seca em 2016 e também nos anos subsequentes, pois, na Região Sul, as safras de milho entre 2018 e 2022 nunca alcançaram a produção contabilizada em 2017. 

Este artigo se propõe a refletir sobre consequências dessa mobilização ao discorrer sobre três pontos: 1) novas informações sobre o valor nutricional e variabilidades dos cereais de inverno; 2) comparações apuradas entre o milho e cereais de inverno na formulação de rações para suínos; e 3) análises sobre quais gargalos ainda limitam o uso dos cereais de inverno na suinocultura e na avicultura.

Leia o artigo completo na edição 312 da Suinocultura Industrial

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