Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,52 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,43 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 157,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.462,05 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,39 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Internacional

França perde autossuficiência na produção de carne suína e amplia importações

Entenda o que levou a França a perder autossuficiência na carne suína e o que isso significa para as importações

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França perde autossuficiência na produção de carne suína e amplia importações

Um marco simbólico e preocupante foi atingido pela suinocultura francesa no primeiro semestre deste ano. Pela primeira vez desde o início do século XXI, a França deixou de ser autossuficiente na produção de carne suína. Dados da FranceAgriMer, agência nacional para agricultura e pesca, revelam que o índice de cobertura da demanda interna caiu para 98,6%, um recuo em relação aos 100% registrados em 2024 e distante dos picos históricos de 108% em 2011 e 107% em 2020.

A perda da soberania alimentar no setor é resultado de um declínio estrutural profundo. O cálculo de “consumo aparente” expõe a incapacidade da indústria local em acompanhar o apetite do consumidor francês. O cenário é agravado por um êxodo produtivo acelerado: entre 2014 e 2024, cerca de 3% dos suinocultores deixaram a atividade anualmente, uma taxa de abandono que é mais que o dobro da média geral da agricultura francesa (1,4%). Atualmente, restam apenas 5.700 produtores especializados no país, detendo um plantel que encolheu de 14 milhões de cabeças em 2010 para 11,7 milhões em 2024.

Dependência Externa e Barreiras Regulatórias

Para suprir a lacuna entre oferta e demanda, a França tem recorrido cada vez mais ao mercado internacional, gerando descontentamento no setor produtivo local. Em 2024, as importações de carne suína somaram 337 mil toneladas, um aumento de quase 7% sobre o ano anterior. A Espanha, vizinha e maior produtora da União Europeia, consolidou-se como principal fornecedora, enviando cerca de 220 mil toneladas ao mercado francês. Adicionalmente, o país importou 240 mil toneladas de produtos processados e charcutaria.

A Inaporc, organização que representa a cadeia suinícola, alerta que a estagnação produtiva é consequência direta de um ambiente de negócios hostil. “O setor está com dificuldades para manter a produção em linha com a demanda devido a regulamentações inadequadas, que impedem os investimentos necessários para o futuro”, declarou a entidade. O grupo apela às autoridades para que removam os entraves burocráticos à expansão das granjas, alertando que, sem mudanças, a renovação geracional e a soberania alimentar do país não estão asseguradas.

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