O preço real do suíno vivo fechou 2025 em alta, com uma valorização de 6,5% e um mercado marcado pela firmeza nas vendas
Preço real do suíno vivo sobe 6,5% e fecha 2025 em alta

O suinocultor brasileiro encerrou 2025 com motivos para comemorar a rentabilidade. Segundo levantamento consolidado do Cepea, os preços do suíno vivo atingiram o maior patamar real desde 2020 (valores deflacionados), impulsionados por um ajuste na oferta e pelo ritmo forte das vendas externas.
Na região SP-5 (praças de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a média anual ficou em R$ 8,56 por quilo, uma valorização de 6,5% em relação a 2024.
O comportamento do mercado foi marcado pela firmeza. O pico de preços em São Paulo ocorreu em setembro, quando o quilo do animal chegou a valer R$ 9,25. No Paraná, outro polo produtor de referência, a dinâmica foi similar: após uma alta de 10% em fevereiro (R$ 8,68/kg) e uma estabilização no meio do ano, as cotações voltaram a subir a partir de agosto.
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Para os pesquisadores do Cepea, o “segredo” de 2025 foi o equilíbrio fundamental: a demanda interna manteve-se aquecida, as exportações sugaram o excedente e, do lado da porteira, houve uma oferta mais restrita de animais para abate.
Essa desaceleração na disponibilidade de suínos na reta final do ano foi decisiva para sustentar as cotações em níveis historicamente altos, permitindo ao produtor recompor margens após anos de custos elevados.
Referência: Cepea
























