Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,48 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,85 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,90 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,81 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,11 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,28 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,43 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.321,27 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.196,51 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 156,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,68 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,98 / cx
Homenagem

Roberto Cano de Arruda: o pioneirismo que transformou a suinocultura paulista

Trajetória de referência no setor será homenageada pela APCS em Itu, que se prepara para se tornar a capital estadual da suinocultura durante o evento Sou + Agro

Compartilhar essa notícia
Roberto Cano de Arruda: o pioneirismo que transformou a suinocultura paulista

Engenheiro agrônomo, empresário rural e articulador de políticas públicas, Roberto Cano de Arruda teve papel decisivo na estruturação da suinocultura paulista, aliando crédito, inovação tecnológica e produção genética ao longo de mais de quatro décadas. A relevância de seu trabalho será reconhecida hoje (16) em Itu, quando será homenageado pela Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS).

Formado em engenharia agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) em 1963, construiu sólida carreira pública e institucional, ocupando cargos estratégicos ligados ao desenvolvimento do setor agropecuário em São Paulo, além de atuação ativa em entidades representativas e de pesquisa.

A história da suinocultura intensiva no estado de São Paulo está diretamente ligada à sua trajetória. A partir da década de 1970, quando o setor ainda dava seus primeiros passos no estado, destacou-se como um dos principais agentes de transformação da atividade, atuando tanto no campo institucional quanto na produção.

Em 1975, enquanto ocupava o cargo de diretor do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, foi responsável pela criação de uma linha de crédito rural específica para fomentar a suinocultura paulista. A iniciativa foi determinante para estruturar a atividade, viabilizando a implantação de granjas com até 60 matrizes, um modelo adaptado à realidade de uma cadeia ainda iniciante no estado.

O objetivo era claro: estimular a produção de carne suína próxima aos grandes centros consumidores, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a oferta. Essa política de incentivo marcou o início da consolidação da suinocultura intensiva em São Paulo.

Do incentivo ao campo: modernização da produção

Roberto Cano de Arruda: o pioneirismo que transformou a suinocultura paulista

Paralelamente à atuação institucional, Roberto Cano de Arruda também construiu uma sólida trajetória como empresário rural. Em 1979, em sociedade com Agrício Rodrigues de Arruda e filhos, implantou em Itu (SP) a Granja Cafeara, uma das primeiras unidades a adotar modelos tecnológicos mais avançados da época.

A granja, que segue em atividade até hoje, tornou-se referência regional e atualmente passa por um processo de modernização, com investimentos voltados ao bem-estar animal, melhoria das instalações de maternidade e terminação, além da adoção de práticas mais sustentáveis.

Em 1984, ampliou sua atuação com a aquisição de uma propriedade em Iaras (SP), onde iniciou um novo projeto de suinocultura. Mesmo exercendo funções no banco, mantinha presença constante no campo, acompanhando de perto a operação da granja. O projeto, iniciado com 150 matrizes, cresceu ao longo dos anos até atingir cerca de 700 matrizes, consolidando-se como uma unidade produtiva relevante.

Crises, expansão e o salto na genética suína

Roberto Cano de Arruda: o pioneirismo que transformou a suinocultura paulista

A década de 1980 também foi marcada por novos investimentos e desafios. Em 1986, um projeto implantado em uma propriedade da família chegou a ser desativado temporariamente devido à crise de preços da suinocultura, evidenciando a volatilidade do setor.

Ainda assim, seguiu apostando na atividade e avançou para uma nova fase com a criação da Granja Indiana, em parceria com Agrício e Olinto. O projeto foi pioneiro na produção genética, com a importação de cerca de 150 leitoas da Holanda e da França.

A unidade operava com aproximadamente 500 matrizes e era dedicada exclusivamente à produção de leitões, posteriormente destinados a granjas comerciais como Cafeara, Água Branca e Mariana. A iniciativa reforçou seu papel na introdução de avanços genéticos e na profissionalização da suinocultura paulista.

Com o tempo, a área da Granja Indiana foi vendida para um grupo do setor imobiliário, e os animais redistribuídos entre outras unidades produtivas, garantindo a continuidade do trabalho desenvolvido.

Legado que atravessa gerações

Atualmente, granjas como Cafeara e Mariana operam com cerca de 700 matrizes cada, refletindo a evolução tecnológica e a escala produtiva alcançadas ao longo das décadas. A Granja Cafeara, com mais de 45 anos de atividade, simboliza essa trajetória de adaptação e inovação contínua.

Mesmo após anos de atuação, Roberto Cano de Arruda segue ativo no setor, contribuindo com sua experiência e visão estratégica. A continuidade do trabalho é reforçada pela participação da família, incluindo suas filhas, Ana Flávia e Maria Beatriz, além do neto João Pedro.

Outro destaque é o envolvimento do sobrinho Adolfo Arruda, engenheiro agrônomo que atua ao seu lado desde 2004, fortalecendo a gestão e o desenvolvimento das atividades nas granjas.

A ação de Roberto também se estendeu ao fortalecimento institucional do agro, com participação em entidades como a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), onde contribuiu para iniciativas voltadas à pesquisa e ao desenvolvimento do setor.

Uma história que se confunde com a do setor

A trajetória de Roberto Cano de Arruda se confunde com a própria história da suinocultura moderna em São Paulo. Seja por meio da criação de políticas de incentivo, da implantação de projetos pioneiros ou da aposta em genética e tecnologia, sua conduta ajudou a transformar uma atividade emergente em um setor estruturado, competitivo e em constante evolução.

Reconhecido ao longo da carreira, também recebeu homenagens institucionais, como o título de cidadão piracicabano, em reconhecimento à sua contribuição ao desenvolvimento regional e ao agronegócio.

Seu legado permanece vivo não apenas nas granjas que ajudou a construir, mas também na base produtiva que contribuiu para desenvolver, consolidando a suinocultura como uma cadeia estratégica do agronegócio paulista e brasileiro.

Itu no centro da suinocultura paulista

Cidade diretamente ligada à trajetória do homenageado, Itu se prepara para ganhar ainda mais protagonismo no cenário da suinocultura. O município sediará o evento Sou + Agro, quando será considerado a capital estadual da atividade, reunindo produtores, especialistas e lideranças do agronegócio. O prefeito Herculano Passos destacou a importância do encontro e reforçou o convite aos produtores:

“Quero aqui falar do festival do agronegócio que vai acontecer aqui em Itu com o nome Sou + Agro. É importante esta feira, que vai acontecer no Maeda, no final de julho e começo de agosto, e que será muito importante a presença de todos, porque vamos debater assuntos importantes relativos à suinocultura brasileira. Itu vai ser a capital estadual da suinocultura”.

O prefeito também ressaltou o potencial do Brasil no cenário global:

“Vivemos um momento de desafios no mundo, mas tenho certeza de que o Brasil vai ampliar suas exportações de carne suína, com qualidade reconhecida internacionalmente. A prefeitura está dando todo o apoio, incentivo e motivação para que a atividade cresça cada vez mais”.

Com a homenagem e o fortalecimento de eventos estratégicos, a suinocultura paulista reafirma sua importância econômica e sua capacidade de evolução contínua — sustentada por trajetórias que ajudaram a construir os alicerces do setor.

Assuntos Relacionados
boletimSIEmpresashomenagem
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 67,48
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,77
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,85
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,90
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,81
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,66
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 5,44
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,37
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,57
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 157,11
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 157,43
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,28
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 177,34
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 149,20
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,43
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,34
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,36
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.321,27
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.196,51
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 183,86
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 156,83
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 161,68
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 179,98
    cx

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326