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Reino Unido reage a mapa de amônia e diz que suinocultura já reduz emissões

Associação Nacional de Suinocultores contesta dados de relatório que critica emissões da pecuária britânica e afirma que o setor responde por 8% da amônia no país

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Reino Unido reage a mapa de amônia e diz que suinocultura já reduz emissões

A Associação Nacional de Suinocultores do Reino Unido questionou um mapa recente divulgado em relatório sobre as emissões de amônia nas cadeias britânicas de suínos e frangos de corte. O material, apresentado como um mapa interativo, apontou altos níveis de emissões em condados como Lincolnshire, Herefordshire e Norfolk, regiões de produção intensiva dessas atividades.

Em resposta, a diretora executiva da entidade, Lizzie Wilson, afirmou que o setor suíno vem registrando “progressos substanciais na redução das emissões de amônia” e contestou parte das estatísticas usadas no levantamento. Ela disse ainda que a suinocultura tem responsabilidade de limitar ao máximo seu impacto sobre a qualidade do ar e que a associação pretende pedir esclarecimentos sobre a forma como os dados foram obtidos e sobre o que exatamente foi incluído no mapa. Segundo Wilson, as informações apresentadas “não parecem corresponder diretamente ao tipo de produção que o relatório alega”.

A dirigente também destacou que o setor é fortemente regulado por legislações ambientais, incluindo o licenciamento, e afirmou que a suinocultura responde por 8% do total das emissões de amônia do Reino Unido. Ela mencionou ainda testes do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura, que teriam mostrado redução média de 50% nas emissões ao longo de 10 anos em diferentes tipos de instalações, com base em medições reais e não em médias.

O relatório que motivou a reação foi elaborado pela Compassion in World Farming e pela Sustain, dentro de uma publicação sobre o problema da poluição por amônia. O texto afirma que a agricultura britânica responde por 89% das emissões nacionais de amônia e que a intensificação da atividade agrícola ampliou a escala dos danos. Segundo o documento, a amônia liberada no ar reage com outros poluentes e forma partículas finas associadas a problemas como doenças cardíacas, derrames, câncer de pulmão e asma.

Wilson citou também o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido para dizer que a queda das emissões de animais que não sejam bovinos, especialmente nos setores de suínos e aves, é o principal fator na redução gradual das emissões totais de amônia desde 1990. Ela acrescentou que o Reino Unido é autossuficiente em carne suína em cerca de 60%, com parte relevante das importações vinda de países com padrões de bem-estar animal e ambientais inferiores, e afirmou que o setor continuará dialogando com o governo sobre o tema.

A discussão sobre amônia e nitrogênio não se limita ao Reino Unido. Nos últimos anos, a pecuária também passou a enfrentar críticas na Bélgica, na Holanda e na Dinamarca, onde crescem os apelos pela redução do tamanho das criações.

Fonte: Pig progress

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