Indústrias de potássio, mineral base para produção de fertilizantes, preveem baixa demanda e redução de preços.
Projeções modestas
A temporada de divulgação dos resultados no segundo trimestre das grandes empresas produtoras de potássio, mineral que, ao lado de nitrogênio e fósforo, forma a base da produção de fertilizantes para a agricultura, começa nesta semana com prognósticos bem mais modestos que os de um ano atrás. A retração da demanda e a perspectiva de aumento da oferta são o pano de fundo desse cenário.
Na semana passada, Don Carson, analista do UBS, divulgou relatório em que diminuiu suas projeções para os resultados da canadense Potash e da americana Intrepid Potash em 2009 e 2010. Em junho, a Potash, que divulgará seus resultados na quinta-feira, disse que reduziria sua produção. A K+S, maior produtora de potássio da Europa, anunciou redução de preços para estimular a demanda.
A Mosaic divulgará seu balanço na quarta-feira. Na última quinta, as ações da empresa subiram 12% depois que o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou que a Vale estuda oferta para comprá-la. Os papéis da Mosaic chegaram a subir 8,8% na sexta-feira, mas fecharam em baixa de 0,8%. Nesse dia, a Vale disse, sem citar a Mosaic, que “não realizou qualquer proposta com vistas a adquirir empresas do setor [de fertilizantes]”. No comunicado, a Vale reiterou, contudo, que sua expansão no segmento de fertilizantes é um “objetivo estratégico”.
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