Fortalecer o comércio interno do acordo sul-americano, a integração produtiva e avançar na dimensão social do bloco são três aspectos essenciais.
Argentina defende “políticas ativas” do Mercosul contra crise
Redação (16/12/2008)- A Argentina defendeu nesta segunda-feira "políticas ativas" na região para enfrentar os desafios da crise financeira internacional, durante a reunião a portas fechadas do Conselho do Mercado Comum do Mercosul realizada na Costa do Sauípe, às vésperas da cúpula presidencial.
"O Mercosul enfrenta um novo desafio porque aspiramos a que este bloco, principal projeto de integração política, econômica e social da região, leve em conta as mudanças operadas no mundo para seu desenvolvimento futuro", assinalou o chanceler argentino, Jorge Taiana, durante o encontro.
Segundo o chefe da diplomacia, os países da região devem buscar "soluções conjuntas e políticas ativas" para atenuar os efeitos da atual crise econômica mundial "sem precedentes" e evitar que os custos recaiam nos países em desenvolvimento.
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"Fortalecer o comércio interno do Mercosul, a integração produtiva e avançar na dimensão social do bloco são três aspectos essenciais que devemos aprofundar", apontou Taiana, de acordo com um comunicado oficial.
Além disso, ele avaliou a importância da constituição do Fundo de Garantias para as Micro, Pequenas e Médias empresas do Mercosul, dotado com US$ 100 milhões, fornecidos em sua maior parte pelo Brasil (70%) e pela Argentina (27%).
O ministro referiu-se também ao debate sobre o Código Alfandegário do Mercosul, sobre o qual admitiu que os resultados esperados não foram alcançados e confiou em que a reunião extraordinária do Conselho do Mercado Comum, que será realizada no próximo ano sob a Presidência temporária do Paraguai, permita avançar neste mecanismo.























