Economista defende que o novo governo tem todas as condições para implementar as reformas fundamentais para o Brasil.
Esperança e reformas
Nesse sentido, Marcos Fernandes fez algumas análises sobre os principais pontos de discussão para o futuro governo. Confira:
Capital políticoEm primeiro lugar, o capital político de um governo novo, em seu início, é muito grande e deve ser usado da forma mais estratégica possível. No caso da reforma tributária que, venhamos e convenhamos, é extremamente complexa, pois envolve conflitos distributivos em diversas dimensões (entre setores, unidades da federação, grupos de pressão etc.), a melhor opção é, de pronto, negociar com governadores a maior parte com caixas baixos e numa situação crítica apoio para a implementação, em médio prazo, de um sistema tributário mais racional e adequado à estrutura federativa do País. Não podemos, no entanto, ter ilusões: uma reforma tributária deve levar anos para ser implementada. Entretanto, o simples início de uma discussão clara e aberta já daria bons sinais para os agentes econômicos, contribuindo para um processo de reversão de expectativas.
Por sinal, toda a engenharia econômica que o novo governo deve implementar, logo nos seus primeiros meses, deve estar ligada à construção de um processo de reversão de expectativas. Por esta razão, em segundo lugar, a nova administração deveria colocar na pauta imediatamente a reforma previdenciária. Muitos poderiam dizer: como a situação, que fora oposição, terá a coragem de propor algo a que se opôs? Sem ilusões: o mínimo de realpolitik é necessário neste momento. A constatação inevitável da existência de uma grande restrição orçamentária intergeracional deve impelir o novo governo à reforma. E, pensando bem, qual é a percentagem da população afetada por este tipo de mudança? Com certeza, representam uma parcela pequena da população aqueles que terão que arcar com algum custo para ajustar o sistema previdenciário, principalmente o público. Este custo político o PT terá que assimilar (assim como aquele associado à impossibilidade de reajustar agora o salário mínimo).
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