Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,76 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 209,26 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 194,84 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.210,08 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 208,53 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 185,84 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 176,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 180,04 / cx
Evento

Presidente da CNA diz que evento vai orientar produtores rurais do Brasil sobre novo cenário global

O presidente da CNA, João Martins, participou da abertura e do primeiro painel do evento “Cenário Geopolítico e a Agricultura Tropical”, realizado na terça (6) em São Paulo, e afirmou…
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Representantes das principais entidades do agronegócio paranaense apresentaram ao Governo Federal uma proposta de R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/2027. O documento foi entregue nesta quarta-feira (4), na sede da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), em Curitiba, ao superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no estado, Almir Antonio Gnoatto, e à superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Leila Aubrift Klenk. O valor reivindicado é cerca de 13% superior ao montante disponibilizado pelo governo federal para o ciclo 2025/2026. Do total solicitado, R$ 486,3 bilhões seriam destinados ao crédito de custeio e comercialização, enquanto R$ 183,7 bilhões ficariam reservados para investimentos no setor agropecuário. Segundo o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Marcio Nunes, a proposta não busca apenas ampliar o volume de recursos, mas também melhorar a qualidade do crédito disponível ao produtor rural. De acordo com ele, a redução das taxas de juros é essencial para estimular investimentos em inovação, tecnologia e sustentabilidade, fatores considerados estratégicos para manter o alto nível de produtividade da agropecuária paranaense. Distribuição dos recursos entre programas de financiamento Dentro do volume total proposto, as entidades sugerem que R$ 95 bilhões sejam direcionados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 85 bilhões ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os demais R$ 490 bilhões aos demais produtores rurais. No recorte específico para custeio e comercialização, a proposta prevê R$ 50 bilhões para o Pronaf, R$ 70 bilhões para o Pronamp e R$ 366,3 bilhões para produtores de maior escala. Além disso, o documento defende o aumento do limite anual de contratação para até R$ 4,5 milhões para produtores fora dos programas especiais. Também foi solicitada a elevação do limite de custeio das atividades de avicultura, suinocultura e piscicultura integradas — quando não classificadas como cooperativas — de R$ 240 mil para R$ 400 mil. Investimentos e programas estratégicos para o agro A proposta paranaense também prevê ampliação significativa dos recursos voltados a investimentos estruturais na agropecuária. Entre os principais pontos está o aumento do orçamento do Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), que passaria de R$ 8,15 bilhões para R$ 9 bilhões. O Pronamp Investimento também teria expansão, passando de R$ 10,2 bilhões para R$ 15 bilhões, com inclusão de atividades como turismo rural. Outro destaque é o reforço aos programas Moderagro e Inovagro, voltados à modernização da produção e à inovação tecnológica no campo. As entidades sugerem elevar os recursos dessas linhas de R$ 3,8 bilhões para R$ 7 bilhões, além de ampliar o limite de crédito por beneficiário para R$ 4 milhões e o limite coletivo para R$ 12 milhões. Para armazenagem, a proposta prevê aumento dos recursos do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), que passariam de R$ 8,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Também está prevista a ampliação do limite de crédito para R$ 250 milhões em estruturas com capacidade superior a 12 mil toneladas, além da inclusão de armazenagem de produtos frigorificados de origem animal e vegetal. Seguro rural e gestão de risco entram no centro das discussões O documento apresentado pelas entidades também reforça a necessidade de aprimorar os instrumentos de gestão de risco na atividade agropecuária. Uma das principais reivindicações é a destinação de R$ 4 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A proposta inclui ainda a criação de um modelo de subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, que apresentam maior vulnerabilidade a eventos climáticos adversos. Outro ponto destacado é a sugestão de transferência do orçamento do PSR para o caixa das operações oficiais de crédito administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional, com aplicação obrigatória, como forma de evitar contingenciamentos de recursos. Além disso, as entidades defendem maior investimento em estudos técnicos para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), com participação da Embrapa na geração de dados que ampliem a segurança das recomendações de manejo e planejamento produtivo. Construção coletiva e articulação do setor produtivo A proposta foi elaborada de forma conjunta por diversas instituições do setor agropecuário paranaense, incluindo a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep), a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). O material também contou com contribuições de sindicatos rurais, cooperativas, produtores e profissionais de assistência técnica e extensão rural, buscando consolidar um documento representativo das demandas do campo. Durante a reunião, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou que a construção conjunta da proposta para o Plano Safra já se tornou uma tradição entre as entidades do setor no estado. Segundo ele, diante das margens cada vez mais apertadas na atividade agrícola, produtividade e acesso a crédito competitivo são fatores determinantes para a sustentabilidade econômica do produtor rural. A iniciativa reforça o protagonismo do Paraná na formulação de propostas para a política agrícola nacional, além de evidenciar a articulação entre o setor produtivo e os poderes Executivo e Legislativo na construção das diretrizes que devem nortear o próximo Plano Safra.

O presidente da CNA, João Martins, participou da abertura e do primeiro painel do evento “Cenário Geopolítico e a Agricultura Tropical”, realizado na terça (6) em São Paulo, e afirmou que o objetivo de reunir especialistas renomados em vários painéis é levar conhecimento para que os produtores rurais, de todo o país, possam se preparar e entender as mudanças no comércio internacional.

Realizado pelo Sistema CNA/Senar, em parceria com o Estadão e com a Broadcast, o evento reuniu na capital paulista o governador Tarcísio de Freitas, especialistas, autoridades, parlamentares, jornalistas, diretores do Sistema CNA/Senar, presidentes das Federações de agricultura e pecuária dos Estados e produtores rurais. Durante todo o dia, os especialistas debateram as oportunidades e os desafios para o agro brasileiro diante das mudanças no cenário geopolítico.

“A CNA está atenta às mudanças do mundo. Não acredito que alguém, no atual momento, tenha capacidade de dizer o que vai acontecer, mas podemos simular cenários e orientar os produtores”, disse Martins.

O presidente da CNA falou também da importância que os presidentes de Federações e os presentes no evento levem para suas bases, para seus Estados e para os produtores o conhecimento gerado por meio dos painéis de debate.

“Estava na hora de fazer um evento como este. Temos que entender a realidade do que está acontecendo no mundo e o seminário foi pensado com este objetivo”, disse.

Em seu discurso, João Martins destacou que o agro brasileiro não é só do Brasil, é do mundo. “E não falo só da soja ou da carne que exportamos. Falo também da alface, do tomate e de tudo que vendemos nas feiras. Mesmo quando o produto não é exportado, o produtor está ligado ao mundo”, disse.

Segundo Martins, o agro está cada vez mais globalizado e dependente do comércio global que, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), deve crescer 1,7% e não mais 2,5% em função das novas tarifas norte-americanas.

Também na abertura, Tarcísio de Freitas, destacou a importância do agro para o país e enfatizou que a organização do setor e os resultados que apresenta são frutos do trabalho de homens e mulheres no campo.

Tarcísio disse que não poderia haver momento melhor para realizar um seminário de alto nível. “É o momento certo para discutir a temática, o posicionamento do agro perante o contexto internacional e as mudanças geopolíticas que estão acontecendo”.

O governador falou dos avanços do agro em São Paulo, no país, e citou pilares que determinam o crescimento de um setor, como a biotecnologia, a economia do conhecimento e a transição energética. “E o agro tem papel fundamental quando pensamos nesses pilares”.

Para Tarcísio, a razão do sucesso do agro é o trabalho, que resultou em um setor sustentável, tecnológico. “Temos orgulho de ser uma potência agroambiental, ninguém pode dizer o contrário. E é isso que temos que mostrar para o mundo neste momento”.

Painel 1 – Após a abertura, foi realizado o painel “Cenário Geopolítico e a Agricultura Tropical”, que teve a moderação do jornalista da CNN Brasil Willian Waack e participação do presidente João Martins, do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, e da senadora e ex-ministra a Agricultura, Tereza Cristina.

Willian Waack começou falando da “imprevisibilidade” e da “delicadeza” do atual momento mundial e de como as mudanças no comércio ocorrem de forma rápida e com impacto global.

Foi nesse contexto que o presidente da CNA enfatizou a necessidade do Sistema CNA/Senar, ao promover o evento, possibilitar que os produtores rurais fiquem bem informados para que consigam “simular cenários”.

Em seguida, a senadora Tereza Cristina falou sobre a Lei de Reciprocidade Comercial e como a legislação pode ser aplicada, se necessária. “A lei foi feita com muita responsabilidade e serve como ferramenta para nos proteger contra medidas desproporcionais de comércio”.

Em sua fala, Tereza Cristina pontuou os desafios que o país precisa superar para que o agro continue sendo competitivo no mercado mundial. “Nós temos um setor altamente eficiente e produtivo, então temos que resolver principalmente o crédito, o seguro rural, a capacidade de armazenagem, fundamentais para garantir previsibilidade e segurança ao produtor”.

Já o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, citou a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e como ela pode impactar o Brasil. Segundo ele, o setor precisa ficar atento, avaliar as vantagens competitivas e ao mesmo tempo os riscos diante das novas questões do comércio mundial.

“Nós, parlamentares, e as entidades de classe temos feito nossa parte também, que é nos preparamos para o vem por aí, para apresentar os possíveis cenários aos produtores rurais”, afirmou.

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