Galinhas têm sido geneticamente modificadas para botar ovos contendo a proteína interferon, que é usada para tratar a doença
Cientistas criam ovos com medicamentos para tratar o câncer

Cientistas japoneses têm modificado geneticamente galinhas para botar ovos contendo medicamentos com potencial significativo para a redução do custo de tratamentos contra o câncer.
Os ovos foram desenvolvidos usando tecnologia de edição de genomas, para produzir uma proteína chamada interferon, que é usada para tratar hepatite, esclerose múltipla e câncer de pele maligno.
Injetar a proteína em pacientes com câncer três vezes por semana pode evitar que células cancerígenas se multipliquem, enquanto aumentam e impulsionam as células T para lutar contra tumores. Porém o medicamento é caro: a produção atual de alguns microgramas de interferon custa entre US$250 e US$900.
Leia também no Agrimídia:
- •Argentina confirma novo surto de Influenza Aviária em granja comercial e reforça alerta sanitário na avicultura
- •A avicultura brasileira e o mercado mundial de carnes no Anuário Avicultura Industrial
- •Agricultores bloqueiam estradas na Sérvia e exigem subsídios, proteção contra importações
- •Embrapa firma acordo com agência da Coreia do Sul para ampliar cooperação científica e tecnológica
A descoberta se deu através dos pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada (AIST) em Osaka, a Organização de Pesquisa Nacional em Agricultura e Alimento em Ibaraki e a companhia farmacêutica Cosmo Bio em Tokyo. O relatório apresentado pelas equipes de pesquisas mostrou que as galinhas modificadas estão botando ovos contendo a proteína interferon beta em uma taxa de um a cada dois dias.
Os pesquisadores esperam que a nova tecnologia seja usada já no próximo ano para criar um medicamento contra o câncer, inicialmente sendo vendido a preços de medicamentos convencionais. É esperado que os preços caiam em uma margem de 10%.
“Este é um resultado que esperamos que leve ao desenvolvimento de medicamentos mais baratos”, disse o professor Hironobu Hojo da Universidade de Osaka ao The Japan News. “No futuro, será necessário examinar de forma mais aprofundada as características presentes nos agentes dos ovos e determinar se são seguros como produtos farmacêuticos.” Com informações do site Newsweek. Leia o conteúdo na íntegra





















