Preço é o resultado da combinação da alta do dólar, alta da energia elétrica e mudança de hábito do consumidor que passou a preferir cortes menos nobres.
Com carne vermelha 6% mais cara, campo-grandenses recorrem a peixe e frango

A carne vermelha é um item da alimentação que mais influenciou no aumento da inflação em março, em Campo Grande. De acordo com analistas econômicos, o preço é o resultado da combinação da alta do dólar, alta da energia elétrica e mudança de hábito do consumidor que passou a preferir cortes menos nobres.
De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), oito cortes da carne vermelha ficaram mais caros no mês de março em comparação com o mesmo período do ano de 2014. O fígado ficou em 6,89 % mais caro, a costela 3,62%, cupim 2,97%, acém 1,81%, patinho 1,31%, paleta 0,35%, alcatra 0,31% e as vísceras do boi em 0,16% mais cara. Alguns cortes de frango também tiveram reajuste nos preços.
O empresário Miguel Couto, dono de um restaurante na Capital relata que precisou tomar decisões para manter os clientes, “o impacto foi grande e repassamos R$ 1 apenas para os clientes que não sentiram muito” explica. Além, de ter tomado outras medidas de economia.
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Já a comerciante Ana Lúcia Kobayashi cortou o consumo de carne vermelha em casa e passou a comer frango e peixe. O professor Daniel Mariano Assis, conta que tem como estratégia avaliar se compensa cruzar a cidade em busca de melhor preço, já que a gasolina também está mais cara e fica num impasse.
Para reduzir o impacto do aumento aos consumidores, alguns supermercados passaram a fazer promoções. Segundo o gerente de mercado, Adailton Ribeiro dos Santos, as empresas conseguem oferecer preços menores porque compram o produto em grande quantidade e com isso ficam com boa margem para negociar o produto com o cliente.























