Segundo a empresa, a depreciação do real frente ao dólar torna a carne suína brasileira mais competitiva no mercado internacional, mas, por outro lado, encarece os custos de produção porque muitos insumos são importados ou cotados em dólar.
Aurora reajusta preços pagos a criadores de suínos diante de aumento de custos

A Aurora Alimentos concedeu quatro reajustes no preço básico pago aos criadores de suínos nas últimas quatro semanas, totalizando uma alta de 11%, para compensar o aumento dos custos de produção influenciados pela valorização do dólar, informou a empresa em comunicado.
Novos reajustes aos suinocultores estão tradicionalmente previstos para o último trimestre do ano, segundo a Aurora, mas irão depender do aumento nas vendas externas e internas de carne suína. O preço básico pago aos criadores passou de R$ 2,90 a R$ 3,20 o quilograma de suíno em pé, valor ao qual se acrescenta o índice de qualidade da carcaça pelo critério da tipificação, elevando o preço a até R$ 3,52, informou a Aurora.
O último reajuste entrou em vigor na quarta-feira (23). Segundo a empresa, a depreciação do real frente ao dólar torna a carne suína brasileira mais competitiva no mercado internacional, mas, por outro lado, encarece os custos de produção porque muitos insumos são importados ou cotados em dólar. Farelos de soja e milho, que são a base da nutrição dos suínos, são cotados em dólar.
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A Embrapa já informou nesta semana que o custo de produção de suínos em agosto atingiu o maior valor já registrado desde 2011, quando começou a ser contabilizado, influenciado principalmente pelo custo de nutrição dos animais. Segundo a Aurora, o preço do milho teve alta de 26% e o do farelo de soja de 40% neste ano. Santa Catarina, maior estado produtor de suínos do país e onde a Aurora concentra suas operações, importa mais de 3 milhões de toneladas de milho por ano.
A Aurora, uma das maiores processadoras de suínos do país, avalia que o mercado de suínos se mantém equilibrado desde o ano passado, sem aumento de oferta e também sem excesso de suínos no mercado “spot”, de curto prazo. Além disso, a Aurora afirma que as indústrias frigoríficas em geral não estão estocadas. “Temos que ter ciência que o mercado está ajustado; não podemos produzir em excesso”, disse o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, em nota. “Essa situação de equilíbrio deve-se ao alojamento de matrizes de acordo com a demanda industrial planejada, o que evita episódios de excesso de oferta de suínos em pé, geralmente seguidos de crise de preços e posterior escassez dessa matéria-prima”, acrescentou. O presidente da Aurora disse ainda que o milho existe no Brasil e está nas regiões produtoras, mas o interesse em exportar o produto para aproveitar os preços internacionais eleva o preço interno para os produtores de suínos.





















