Clima seco deve favorecer avanço da colheita nos principais estados produtores.
Demanda aquecida mantém soja acima de US$ 13 por bushel

Depois de uma queda expressiva, que derrubou as cotações da soja ao pior nível nas duas últimas semanas, o mercado volta a ficar aquecido na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Com uma demanda crescente pelo grão, os preços da oleaginosa voltaram ao patamar de US$13 por bushel.
Em relatório divulgado no começo da semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) informou que os embarques semanais de soja somaram mais de 1 milhão de toneladas na semana encerrada em 18 de outubro. Até agora a China tem liderado a participação nessas compras.
As vendas diárias também tem ritmo intenso, que pode ser comprovado pelos reportes dos exportadores privados norte-americanos. Toda transação envolvendo volume igual ou superior a 100 mil toneladas de grão, feita em um mesmo dia e para o mesmo destino, deve ser informada ao Usda. Na sessão desta quarta-feira (23) 120 mil toneladas de soja foram vendidas para a Rússia, com entrega em 2013/14. Desde a última sexta-feira (18), o mercado vem trabalhando em alta com informações de vendas diárias, que somam 700 mil toneladas em cinco dias.
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Além do fôlego dos compradores, o mercado avalia que outros fatores também favorecem o bom nível de preços da oleaginosa. A previsão de tempo seco para o cinturão produtor norte-americano favorece o avanço da colheita. Outro ponto relevante é a desvalorização do dólar, que facilita a entrada do produto no mercado externo.





















