Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, critica mudanças no Código Florestal. “Estamos olhando para trás, para o retrocesso, não para o futuro”.
Sobre o Código

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a criticar o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o Código Florestal Brasileiro. “Lamentavelmente, a proposta que está aí não é aquela que coloca o Brasil na agenda do século 21. É a agenda que continua olhando para trás, antes da Constituição de 1988”.
Segundo Marina, dizer que as atividades agrícolas podem ser consideradas de interesse social e que por isso não precisam respeitar a reserva legal, nem as áreas de preservação permanente, é um retrocesso.
“Lamentavelmente, nós estamos olhando para trás, para o retrocesso, não para o futuro. Não para a sociedade que aponta ganho do encontro entre economia e ecologia de uma agricultura, que cria uma nova narrativa para se combinar a preservação das nossas bases naturais de desenvolvimento e aumento de produção por ganho de produtividade e não por flexibilização na legislação ambiental”.
Leia também no Agrimídia:
- •Safra recorde de grãos e isenção tarifária americana reforçam dependência do Brasil à demanda externa
- •Clima nos EUA e esmagamento recorde inflam Chicago e elevam preços da soja no Brasil
- •Tensão no Mar Negro e corte de estoques pelo USDA elevam milho em quase 2%
- •Custos dos grãos anulam leve reação no preço do suíno em SP
Para Marina, o sensato é não votar hoje o Código Florestal até mesmo porque o texto apresentado contém várias “pegadinhas” e precisa ser amplamente analisado e discutido com a sociedade. Ela denunciou que só a perspectiva de aprovação do texto já levou ao aumento do desmatamento em Mato Grosso, no sul do Amazonas e em Rondônia.























