Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Mercado Interno

Alta do suíno no varejo

Valorização do suíno atinge consumidor do Sul do País. Valor da carne suína deve subir de 10% a 13% no RS nas próximas semanas.

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Alta do suíno no varejo

O consumidor do Rio Grande do Sul está sentindo no bolso a recuperação do preço da carne suína, pois nesse mês o produto aumentou entre 3% e 11%, dependendo do corte. Segundo o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, Antônio Cesa Longo, essa elevação nos valores ocorre devido à valorização do suíno e o preço ainda deve subir de 10% a 13% nas próximas semanas.

Essa recuperação ainda está aquém do custo de produção, que gira em torno de R$ 2,50 o quilo do animal vivo. A elevação no preço é reflexo da redução de oferta e do aumento na demanda, normal nessa época do ano, apesar do embargo russo a 85 frigoríficos brasileiros, entre os quais 35 do Rio Grande do Sul, em vigor desde 15 de junho.

Para o produtor, o valor está na média dos R$ 2 o quilo – chegou a custar R$ 1,78 na primeira semana de julho. Em junho, houve aumento de 45% nas exportações do Rio Grande do Sul em relação a maio. Esse grande volume é resultado de uma aceleração nos embarques para a própria Rússia, que anunciou o embargo no final de maio, Estados Unidos e Ásia, cujo objetivo foi reduzir ao máximo o número de animais voltados ao mercado interno.

O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador, afirma que o aumento no preço é normal, pois o valor havia caído muito entre o final de maio e o início de julho, ficando na casa dos R$ 1,75 devido ao embargo russo. Folador admite que os produtores aceleraram o abate para aumentar o número de exportações antes da proibição.

“Com isso, a oferta ficou restrita, houve maior demanda, e a consequência é o aumento no preço do quilo da carne”, explica Folador, que projeta cenário positivo e valor de R$ 3 o quilo até o final do ano.

Custo de produção deve subir ainda mais

Segundo o analista de mercado da Safras & Mercados, Felipe Netto, é normal a alta de preços até agosto e no último trimestre do ano, devido ao aumento na procura. Netto também relaciona a recuperação de preços das carnes bovina e de frango à leve alta da suína. Mesmo assim, o analista avisa que o custo de produção ainda deve ter elevação de 8% a 10% devido à provável redução na safrinha do milho no Paraná por causa da geada das últimas semanas.

“O custo pode chegar ao patamar de R$ 2,70 e a elevação do preço deve ser gradativa e alcançar os R$ 2,30 até o final de agosto”, projeta Netto.

O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado, Rogério Kerber, informa que o preço médio pago pelas agroindústrias em junho foi de R$ 2,11 o quilo.

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