Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Relatório chinês mostra riscos de mudança climática para safras

O aquecimento global ameaça a marcha chinesa rumo à prosperidade ao reduzir safras, encolher os rios e provocar mais secas e enchentes.

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Relatório chinês mostra riscos de mudança climática para safras

O aquecimento global ameaça a marcha chinesa rumo à prosperidade ao reduzir safras, encolher os rios e provocar mais secas e enchentes, de acordo com a mais recente avaliação sobre mudança climática do governo, projetando grandes mudanças na forma como a nação asiática alimenta sua população.

O alerta está no “Segundo Relatório de Avaliação Nacional sobre a Mudança Climática”, que resume o conhecimento científico avançado sobre as consequências e custos do aquecimento global para a China – a segunda maior economia do mundo e o maior emissor de gases que provocam o efeito-estufa.

O aquecimento global alimentado por gases do efeito-estufa lançados na atmosfera pela indústria, transporte e a mudança no uso da terra representam uma ameaça de longo prazo à prosperidade da China, à sua saúde e à produção de alimentos, diz o relatório. Com a tendência da economia chinesa de rivalizar com a dos Estados Unidos em tamanho nas próximas décadas, isso vai provocar consequências maiores.

“A China enfrenta condições ecológicas e ambientais extremamente sombrias sob o impacto do aquecimento global continuado e mudanças ao ambiente regional da China”, diz o relatório de 710 páginas, publicado oficialmente no ano passado, mas divulgado ao público recentemente.

Mesmo assim, a crescente emissão de dióxido de carbono da China, o principal gás do efeito-estufa, lançado pela queima de combustíveis fósseis, começará a cair apenas por volta de 2030, com grandes quedas registradas apenas depois de meados do século, diz o estudo.

Assumindo que não haja medidas para combater o aquecimento global, a produção de grãos no país mais populoso do mundo pode cair de 5 a 20 por cento até 2050.

Mas essa possível queda pode ser mantida sob controle com escolhas de culturas e práticas agrícolas melhoradas, assim como irrigação e um aumento do uso de fertilizantes.

A China é o maior consumidor mundial de cereais, e vem buscando cada vez mais fornecedores estrangeiros de milho e soja.

O relatório foi redigido por equipes de cientistas supervisionados por autoridades do governo, e segue uma primeira avaliação divulgada em 2007. Não sugere políticas, mas oferece uma base de evidências e previsões que podem ajudar no estabelecimento de uma política para a área.

CUSTOS CRESCENTES

“Geralmente, os impactos observados da mudança climática na agricultura foram tanto positivos quanto negativos, mas principalmente negativos”, disse à Reuters Lin Erda, um dos autores do relatório.

“Mas como as temperaturas continuam a subir, as consequências negativas serão cada vez mais graves”, disse Lin, especialista sobre a mudança climática e agricultura da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas.

“Durante certo período de tempo, as pessoas serão capazes de se adaptar, mas os custos da adaptação vão aumentar, inclusive para a agricultura.”

Sob cenários diferentes de níveis de gases de efeito-estufa e seus efeitos, até o final deste século a temperatura atmosférica da China terá subido, em média, entre 2,5 graus e 4,6 graus Celsius acima da média de 1961-1990.

A água, muita ou pouca, está no centro de como esse aquecimento pode prejudicar a prosperidade chinesa.

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