Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Relatório chinês mostra riscos de mudança climática para safras

O aquecimento global ameaça a marcha chinesa rumo à prosperidade ao reduzir safras, encolher os rios e provocar mais secas e enchentes.

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Relatório chinês mostra riscos de mudança climática para safras

O aquecimento global ameaça a marcha chinesa rumo à prosperidade ao reduzir safras, encolher os rios e provocar mais secas e enchentes, de acordo com a mais recente avaliação sobre mudança climática do governo, projetando grandes mudanças na forma como a nação asiática alimenta sua população.

O alerta está no “Segundo Relatório de Avaliação Nacional sobre a Mudança Climática”, que resume o conhecimento científico avançado sobre as consequências e custos do aquecimento global para a China – a segunda maior economia do mundo e o maior emissor de gases que provocam o efeito-estufa.

O aquecimento global alimentado por gases do efeito-estufa lançados na atmosfera pela indústria, transporte e a mudança no uso da terra representam uma ameaça de longo prazo à prosperidade da China, à sua saúde e à produção de alimentos, diz o relatório. Com a tendência da economia chinesa de rivalizar com a dos Estados Unidos em tamanho nas próximas décadas, isso vai provocar consequências maiores.

“A China enfrenta condições ecológicas e ambientais extremamente sombrias sob o impacto do aquecimento global continuado e mudanças ao ambiente regional da China”, diz o relatório de 710 páginas, publicado oficialmente no ano passado, mas divulgado ao público recentemente.

Mesmo assim, a crescente emissão de dióxido de carbono da China, o principal gás do efeito-estufa, lançado pela queima de combustíveis fósseis, começará a cair apenas por volta de 2030, com grandes quedas registradas apenas depois de meados do século, diz o estudo.

Assumindo que não haja medidas para combater o aquecimento global, a produção de grãos no país mais populoso do mundo pode cair de 5 a 20 por cento até 2050.

Mas essa possível queda pode ser mantida sob controle com escolhas de culturas e práticas agrícolas melhoradas, assim como irrigação e um aumento do uso de fertilizantes.

A China é o maior consumidor mundial de cereais, e vem buscando cada vez mais fornecedores estrangeiros de milho e soja.

O relatório foi redigido por equipes de cientistas supervisionados por autoridades do governo, e segue uma primeira avaliação divulgada em 2007. Não sugere políticas, mas oferece uma base de evidências e previsões que podem ajudar no estabelecimento de uma política para a área.

CUSTOS CRESCENTES

“Geralmente, os impactos observados da mudança climática na agricultura foram tanto positivos quanto negativos, mas principalmente negativos”, disse à Reuters Lin Erda, um dos autores do relatório.

“Mas como as temperaturas continuam a subir, as consequências negativas serão cada vez mais graves”, disse Lin, especialista sobre a mudança climática e agricultura da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas.

“Durante certo período de tempo, as pessoas serão capazes de se adaptar, mas os custos da adaptação vão aumentar, inclusive para a agricultura.”

Sob cenários diferentes de níveis de gases de efeito-estufa e seus efeitos, até o final deste século a temperatura atmosférica da China terá subido, em média, entre 2,5 graus e 4,6 graus Celsius acima da média de 1961-1990.

A água, muita ou pouca, está no centro de como esse aquecimento pode prejudicar a prosperidade chinesa.

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