Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Proposta

Câmara aprova novo marco do setor de gás, texto vai ao Senado

A proposta altera o regime de exploração de gasodutos de concessão para autorização, o que acredita-se vai facilitar a viabilização de novos projetos

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Câmara aprova novo marco do setor de gás, texto vai ao Senado

A Câmara dos Deputados aprovou em plenário, na noite de terça-feira, o projeto de lei que estabelece novo marco regulatório do gás natural no Brasil, medida que deve reduzir a burocracia para investimentos em novos gasodutos e pode aumentar a competição no setor, segundo especialistas, e o texto vai agora ao Senado.

A proposta altera o regime de exploração de gasodutos de concessão para autorização, o que acredita-se vai facilitar a viabilização de novos projetos.

A matéria também proíbe que empresas ou grupos que atuam com transporte de gás controlem companhias com atividades também na exploração, desenvolvimento, produção, importação, carregamento e comercialização do insumo.

“É um marco importante, que reafirma o compromisso de abertura do mercado”, disse a especialista em energia do Souto Correa Advogados, Livia Amorim.

“Sem dúvida desburocratiza o processo de outorga de gasodutos”, acrescentou ela, destacando no entanto que diversos pontos do marco ainda precisarão ser detalhados em decreto ou regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para a Abrace, associação que representa indústrias com grande consumo de energia, a nova lei possibilita um “mercado mais livre”, ao garantir regras para que empresas acessem infraestruturas de gás de terceiros, como terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) e unidades de processamento.

A entidade também defendeu que a lei “garante a independência dos transportadores” e permitirá acesso amplo aos gasodutos.

“Muitas medidas adicionais serão necessárias, mas esse é o projeto possível e necessário. A discussão vai continuar e tem pontos de aperfeiçoamento que poderão vir”, disse o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, que vê perspectivas reais de forte redução de custos do gás para a indústria.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse no mês passado que a aprovação da lei do gás poderia destravar 40 bilhões de reais em investimentos privados.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem defendido que a medida irá gerar um “choque de energia barata” para a indústria. Tanques de gás natural na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro 

CONTROVERSAS TÉRMICAS

Durante a tramitação do projeto na Câmara, alguns especialistas e empresas do setor tentaram convencer parlamentares a mudar o texto para garantir a construção de novas térmicas que assegurariam demanda por gás a ponto de viabilizar a construção de gasodutos para escoar a produção futura do insumo em campos do pré-sal.

Mas o relator da matéria, deputado Laércio Oliveira (PP-SE), considera que decisão nesse sentido diz respeito à política de Estado e não deve ser tratada em projeto de lei. O parlamentar não concorda com a sugestão, que definiu como “subsídio cruzado”.

A previsão de “termelétricas âncora” no projeto –como forma de evitar que petroleiras sigam reinjetando gás nos campos do pré-sal ao invés de enviá-lo para o continente– foi intensamente defendida pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) e nomes como o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

A ideia, porém, sofreu críticas de alguns especialistas do setor elétrico, como a ex-diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Joisa Dutra, para quem contratar essas usinas poderia distorcer a competição no mercado elétrico e eventualmente gerar custos extras para
os consumidores.

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