Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,19 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 159,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,78 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,55 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 154,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,22 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 158,68 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Alta

Commodities agrícolas seguem em tendência de alta, pressionando indústria de alimentos

O impacto dos preços elevados das commodities é alto, uma vez que as matérias-primas agropecuárias e as embalagens respondem, em média, por mais de 60% do custo de produção industrial

Commodities agrícolas seguem em tendência de alta, pressionando indústria de alimentos

O aumento das principais commodities agrícolas utilizadas na indústria de alimentos variou de 18% a 74%, de agosto de 2020 ao mês passado, o que para o consumidor final, pode representar em média alta 20%, segundo estimativas.

Milho, óleo de soja e café robusta subiram 74%, 67% e 63%, respectivamente, no período, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).

O açúcar e a soja tiveram alta de 58% e 37%, o trigo onerou em 35% e o leite encareceu 21%, ainda de acordo com o levantamento.

O impacto é alto, uma vez que as matérias-primas agropecuárias e as embalagens respondem, em média, por mais de 60% do custo de produção industrial.

O presidente executivo da ABIA, João Dornellas, explica que o milho, vendido a R$ 1.644 a tonelada em agosto (R$ 97,50 a saca de 60 kg), teve a maior variação (74%), entre outros motivos, pela oferta restrita no mercado interno e no mundo.

“A redução de 25% da produção da segunda safra, devido ao clima menos favorável, contribuiu para diminuir o ritmo de comercialização do grão no mercado interno”, afirma.

Os preços internacionais da commodity permanecem pressionados pelas projeções de uma produção inferior ao consumo, com redução proporcional dos estoques para o ano e a demanda em crescimento da China.

“A indústria não tem capacidade de absorver 100% dos custos, que acabam se desdobrando no preço final dos alimentos”, esclarece Dornellas, que defende uma alíquota reduzida para alimentos.

O dirigente cita um levantamento da Fipe, segundo o qual a média da carga tributária sobre os alimentos no Brasil é de 23%, uma das mais altas do planeta, e para os produtos da cesta básica a carga média de tributos é de 9,8%.

O valor atual da cesta básica praticado em algumas capitais consome quase 60% do salário-mínimo, pior proporção em 15 anos.

 

 

 

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