Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,53 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 159,94 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 8,36 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.553,71 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.454,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 161,54 / cx
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Marca histórica

Energia solar bate recordes no Brasil

Aumento no preço da energia elétrica é mais um dos fatores que alavancou a procura por energias limpas, como a solar

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Energia solar bate recordes no Brasil

 O uso da energia solar no Brasil vem ganhando força nos últimos anos. De 1.160 gigawatts de potência instalados em 2017, o País saltou para mais de 11.000 gigawatts neste ano. A marca histórica foi atingida no último mês. O número soma a energia fotovoltaica produza por usinas de grande porte e em sistemas de pequeno e médio portes instalados em telhados, fachadas e terrenos. A informação é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Na foto acima, usina solar em Pirapora, em Minas Gerais.

A fonte solar ocupa, agora, o quinto lugar na matriz elétrica brasileira. Os dados da Absolar apontam que as grandes usinas lideraram o avanço do setor até 2019. “O ano de 2020, apesar da pandemia, foi um recorde de crescimento para energia solar no nosso País, e pela primeira vez a geração de pequeno porte (distribuída), cresceu mais do que as grandes usinas e assumiu a primeira posição”, relatou Rodrigo Sauaia, presidente da instituição.

Em entrevista por telefone à ANBA, Sauaia, explicou que até poucos anos o preço da instalação da energia solar afastava consumidores, mas essa realidade vem mudando. Fatores como o aumento no número de fornecedores, o acesso a linhas de financiamento voltadas para o sistema solar e, por outro lado, o encarecimento da conta de energia elétrica, têm contribuído com a boa fama da energia fotovoltaica.

O incentivo sentido no bolso

A perspectiva é de que a procura pela energia solar até abril de 2022, quando a bandeira de escassez hídrica ainda estará em vigor, cresça. “O impacto da crise hídrica foi muito grande. A média do preço da conta subiu 20%, muito acima da inflação. Já o preço da energia solar, nos últimos dez anos, caiu 80%. Isso aumentou o interesse da sociedade em gerar a própria energia. A projeção é que este seja um ano histórico”, concluiu o presidente da Absolar.

No estado do Paraná, também foi o fator financeiro um dos motivos para o incentivo no uso de energias limpas no campo. O Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), feito pela equipe do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), já soma 1.198 projetos acatados desde agosto deste ano, quando começou a operar.

Segundo Herlon Goelzer de Almeida, coordenador do RenovaPR, além do incentivar energias limpas, o programa surgiu para contribuir com a sustentabilidade no bolso dos produtores paranaenses. “O preço da energia [gerada por hidrelétricas] rural vai perder subvenção até 2023. Vai chegar ao equivalente ao preço da energia urbana industrial, então o objetivo é que todos os agricultores tenham energia limpa até lá”, alertou.

Há duas modalidades propostas pela iniciativa, a energia solar fotovoltaica representa 98% dos pedidos, e o restante é para instalação de biodigestor. O foco inicial é em produtores de proteína. “Até dezembro de 2030 a meta é chegar em 100 mil unidades produtivas com energia limpa. É altamente viável do ponto de vista econômico”, disse Almeida.

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