Objetivo principal é consolidar a presença brasileira nos mercados africanos, com a renovação do convênio de promoção setorial da avicultura e suinocultura entre ABPA e ApexBrasil
Brasil busca ampliar exportações de carne de frango na África

Após conquistar o mercado de Israel para a carne de frango brasileira, o Brasil agora busca expandir suas exportações para o continente africano. Com quase 1,4 bilhão de habitantes, a África torna-se um alvo estratégico para a indústria avícola brasileira, em uma ação conjunta da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O objetivo principal é consolidar a presença brasileira nos mercados africanos, com a renovação do convênio de promoção setorial da avicultura e suinocultura entre ABPA e ApexBrasil. Espera-se que, nos próximos dois anos, esse esforço resulte em projeções de negócios superiores a US$ 4 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões).
Entre os países prioritários para as exportações estão Nigéria e Senegal, que atualmente não permitem a entrada da carne de frango brasileira.
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“A Nigéria é o país mais populoso da África e tem um grande mercado consumidor demandante por proteínas. O Brasil pode ser um parceiro estratégico para atender a essa demanda”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.
No caso do Senegal, apesar de um baixo consumo per capita de carne de frango, há potencial de crescimento no mercado, e o Brasil já é parceiro em genética avícola no país.
Além de conquistar novos mercados, a ABPA e a ApexBrasil estão focadas em garantir vendas em países que já permitem a importação de produtos brasileiros, mas enfrentam desafios tarifários. Índia, Bangladesh e Paquistão são exemplos.
Outro ponto de atenção é o mercado da Indonésia, onde o Brasil venceu um Painel de Implementação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra barreiras comerciais, mas o governo indonésio apelou da decisão.
Além disso, os exportadores de carne de frango estão otimistas com os compromissos de importadores em realizar embargos regionalizados em casos de doenças, como a gripe aviária, em produção doméstica ou industrial de aves. A tendência é que mais países sigam essa abordagem, o que fortalece as perspectivas de exportação do Brasil para esses mercados.
No entanto, ainda há mercados que não atualizaram seus protocolos, como África do Sul, México e Tajiquistão, mas essas questões estão sendo tratadas com as autoridades competentes.
Em resumo, o setor avícola brasileiro busca ampliar suas exportações de carne de frango, com foco no continente africano, ao mesmo tempo em que trabalha na resolução de questões tarifárias e no fortalecimento de compromissos internacionais relacionados à segurança sanitária dos produtos exportados.





















