Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Mercado

Cresce o potencial do Biogás como opção lucrativa para usinas

O grande desafio do setor é colocar toda produção no mercado diz Alessandro Gardemann, presidente da Associação Brasileira de Biogás

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Cresce o potencial do Biogás como opção lucrativa para usinas

Fonte energética renovável, sustentável e com “pegada negativa de carbono”, o biogás se posiciona como uma alternativa eficiente e barata aos recursos fósseis. Com enorme potencial de oferta e demanda no Brasil, tendo como principal fonte de matéria-prima orgânica a biomassa proveniente do setor sucroenergético, pode ser usado para atender à necessidade cada vez maior de energia elétrica e como combustível veicular tanto em transporte individual quanto pesado em substituição ao GNV e o diesel, sendo apontado como a nova revolução no setor de bioenergia.

Até 2019, o setor de produção de biogás no Brasil contava com 524 plantas de usinas em operação produzindo 1,3 bilhão de m³, mas o potencial de produção é de 84,6 bilhões de Nm³/ano, sendo que o setor sucroenergético tem capacidade para gerar o correspondente a 41,4 bilhões Nm³/ano e o setor da agroindústria a 37,4 bilhões Nm³/ano. O biocombustível apresenta condições para ser associado à produção de energia elétrica com potencial de produção de 190 mil GWh/ano, equivalente a 20% do consumo nacional, ou para ser adotado como substituto para 45 bilhões de litros de diesel, cerca de 35% do consumo brasileiro.

O grande desafio do setor é colocar toda produção no mercado diz Alessandro Gardemann, presidente da Associação Brasileira de Biogás (ABiogás). “As expectativas são boas. Atualmente, existe a tecnologia para o uso do biogás como combustível em veículos pesados. A Scania e alguns modelos chineses já oferecem essa tecnologia no mercado. Além disso, em vistas do RenovaBio, o biogás contribui para aumentar a nota de eficiência da usina por meio da emissão de um número maior de créditos, os CBios, e aumentar a receita advinda do programa”, observa.

Devido à quantidade e diversidade de matérias-primas para geração de biogás, como material orgânico tanto agrícolas, especialmente do segmento da cana-de-açúcar, mas também da pecuária e de rejeitos urbanos, o Brasil tem a oportunidade de se tornar o maior mercado mundial de biogás, segundo Gabriel Kropsch, vice presidente da ABiogás. Com composição similar à do GNV, o biogás tem a vantagem de ser renovável. “Já temos um marco regulatório especifico para o setor, o que dá segurança para investimentos”, ressaltou.

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