Entre as críticas da Sadia e alguns analistas ao Novo Mercado, em razão das recusas da Perdigão, foi que o segmento não é sinônimo de boa governança.
Após “caso Perdigão”, Bovespa sai em defesa do Novo Mercado
Redação (25/07/06) – A chuva de declarações e opiniões sobre o Novo Mercado em virtude da frustrada oferta feita pela Sadia para adquirir a Perdigão, na semana passada, levou a Bovespa a informar, ontem, que o Novo Mercado “não é um segmento de listagem destinado apenas a empresas sem controle definido (””controle difuso””)”.
Entre as críticas da Sadia e alguns analistas ao Novo Mercado, em razão das recusas da Perdigão, foi que o segmento não é sinônimo de boa governança, em parte porque o bloco de controle dos grandes acionistas da Perdigão, com 55,38% do capital da empresa, vetou o negócio sem que os minoritários se pronunciassem.
Conforme a Bovespa, “o Novo Mercado abrange todas as companhias, com controle definido e também com controle difuso, que decidem participar do segmento mediante o compromisso com os requisitos do seu Regulamento de Listagem”. A bolsa ressaltou que 20 das 32 empresas do Novo Mercado têm controle definido.
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Segundo a Bovespa, “a recusa dos acionistas detentores da maioria do capital da Perdigão em aceitar a proposta da Sadia, mesmo sendo signatários de um acordo de votos, não configura descumprimento das regras do Novo Mercado. Ontem, na bolsa, as ações ON da Perdigão caíram 2,96%; as ações PN da Sadia subiram 1,66%.























