A melhoria no setor implica em mais competitividade dos produtos, menor custo e crescimento da economia.
SEP e CNT apostam em parceria para desenvolver portos do Brasil
Redação (25/07/2008)- Após reunião com representantes do setor aquaviário da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, convidou a entidade a atuar de forma conjunta no desenvolvimento do sistema portuário brasileiro. Para Brito, o tratamento intermodal da CNT sobre o sistema transportador precisa ser aproveitado para o desenvolvimento dos portos nacionais.
Durante o encontro, realizado semana passada em Brasília, o presidente do setor de Transporte Aquaviário da CNT e presidente da Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (Fenamar), Glen Gordon Findlay, apresentou ao ministro dos Portos as principais dificuldades do setor, destacando a necessidade de soluções integradas para os problemas.
“Pouco adianta a duplicação de rodovias de acesso aos portos, se a profundidade não permite a atracação de grandes navios. Do modo contrário, não adianta portos com boas profundidades se os acessos, rodoviários ou ferroviários, não estiverem compatíveis com a movimentação. Outro ponto a se destacar é a navegação de cabotagem, que não pode receber o mesmo impacto burocrático que a navegação de longa distância".
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Assim como Gordon Findlay, o diretor da CNT e presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Fenavega), Luiz Rebelo Neto, reivindicou maior atenção do Governo Federal para a navegação interior, lembrando da potencialidade do modal para o transporte de carga.
Diante do quadro apresentado pelos representantes do setor aquaviário, Pedro Brito convidou a CNT para buscar, junto com a SEP, as melhores soluções. O ministro disse também que considera os problemas de dragagem nos portos nacionais resolvidos, pois a maior parte dos projetos foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Pedro Brito afirmou a importância de encontros como este e fez questão de ressaltar que toda contribuição é válida, uma vez que a melhoria no setor implica em mais competitividade dos produtos, menos custo e o crescimento de economia no modo geral. “Somos iguais na modelagem, mas tínhamos ausência total de planejamento” concluiu o ministro, que crê no Plano Nacional Estratégico dos Portos (PNE) como um futuro marco para o setor.
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