Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,90 / kg
Soja - Indicador PRR$ 146,70 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 153,68 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 7,38 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 4,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,05 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,70 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 131,07 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 131,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 144,68 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 147,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 123,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 134,31 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,22 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.446,76 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.326,73 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 164,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 132,74 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 144,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 149,73 / cx
Destaque Todas Páginas

Boom agrícola não traz salto de qualidade à exportação

O Brasil não consegue industrializar os produtos básicos que exporta, o que reduz a receita das vendas e barra investimentos e criação de empregos de melhor qualidade.

Compartilhar essa notícia

Redação (04/08/2008)- A liderança mundial do Brasil na exportação dos principais produtos agropecuários garantiu receitas próximas de US$ 400 bilhões desde 1998. Mas o país, segundo analistas e membros do governo, está deixando passar uma grande oportunidade para dar um salto de qualidade nessas exportações.

O Brasil não consegue industrializar os produtos básicos que exporta, o que reduz a receita das vendas e barra investimentos e criação de empregos de melhor qualidade.

Real valorizado, custos de infra-estrutura, deficiências na logística e barreiras nos países importadores acabam afetando a produção de industrializados e explicam os limites ao boom exportador de commodities.

Essa posição brasileira caminha na contramão dos demais países. Os exportadores de commodities impõem taxas maiores nas vendas de grãos ao exterior e menores nas de produtos industrializados para incentivar a industrialização interna. Já os que são dependentes dessas matérias-primas, como a China, impõem barreiras à entrada de produtos industrializados, priorizando a compra de produtos brutos para serem industrializados no país.

A Argentina é exemplo de como agregar valor e já ganha terreno exatamente no que o Brasil tem de mais expressivo nas exportações: o complexo soja.

Desde que passou a priorizar a exportação de grãos, em 1996, com a Lei Kandir, que retira o ICMS das vendas externas de produtos primários, o país deixou de obter US$ 19 bilhões devido à perda de participação nas vendas mundiais de óleo e farelo de soja, diz César Borges, da Caramuru Alimentos. O dinheiro foi para a Argentina.
Para Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, há uma explicação básica para o país ser muito eficiente nas exportações agrícolas e menos atuante nas de produtos com maior valor agregado: a produtividade da indústria brasileira não é tão eficiente como a do campo.

"Somos muito eficientes e muito produtivos na agricultura, mas não somos tão eficientes e tão produtivos nos bens industrializados, embora o país tenha melhorado." A produção agrícola brasileira é, seguramente, a mais eficiente do mundo, mas nossos produtos industrializados sofrem uma série de entraves, acrescenta.

"Em resumo, poucos países podem ser -e são- tão eficientes como o Brasil na produção agrícola. Mas muitos podem ser tão ou mais eficientes do que o Brasil em bens industrializados. Para mim, essa equação explica o que está ocorrendo neste momento", diz.

"O Brasil é o único país em que você compra o insumo ou uma peça para pôr em uma máquina para exportar e tem de pagar o imposto internamente e só depois vai receber de volta esse valor. Se receber."

"Conseguimos o "drawback verde-amarelo", em que não se pagam tributos como IPI e as contribuições ao PIS e à Cofins para produtos e matérias-primas a serem exportados. Mas ainda não conseguimos colocá-lo em funcionamento porque temos problemas no sistema", diz Jorge.

As perdas com a falta de valor agregado nas exportações não se limitam apenas ao que o país deixa de ganhar, mas também ao que deixa de se desenvolver, segundo Borges. Para ocupar o espaço deixado pelo Brasil, as empresas argentinas e multinacionais investiram US$ 2 bilhões nos últimos anos, gerando empregos e dando maior ritmo à economia.

Para o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), a balança comercial de julho evidencia retrocesso nas vendas de manufaturados. A participação desse setor nas exportações totais do país caiu de 50% em julho de 2007 para 42% neste ano.

Real valorizado e retenção de tributos a serem devolvidos ao exportador causam efeitos nas vendas de produtos de maior valor agregado, diz o Iedi.


Assuntos Relacionados
Brasilexportação
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 67,90
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 146,70
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 153,68
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 7,38
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 4,94
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,05
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,67
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 4,70
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 131,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 131,67
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 144,68
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 147,63
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 123,87
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 134,31
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,22
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,24
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.446,76
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.326,73
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 164,03
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 132,74
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 144,34
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 149,73
    cx

Relacionados

SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328