Os principais mercados são União Européia (22%), Rússia (40%), Nafta (8%) e Israel (7%).
Exportação uruguaia de carnes atinge valor recorde
Redação (22/09/2008)- As exportações de carne bovina uruguaia deverão chegar a 1,4 milhão de dólares em 2008, recorde para o país. Somados os embarques de suínos, eqüinos e aves, a cifra deve atingir 1,7 milhão de dólares. Os principais mercados são União Européia (22%), Rússia (40%), Nafta (8%) e Israel (7%). De toda a produção, 75% é exportada e o restante fica no Uruguai. Conforme o diretor de informação e análise econômica do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (Inac), Pablo Caputi, o volume deve ser de 420 mil toneladas, com preço recorde de 4,2 mil dólares a tonelada. Todos os frigoríficos do país estão habilitados a exportar para a União Européia, embora apenas 21 das 36 plantas embarquem atualmente para esse mercado.
O diretor de serviços técnicos para a cadeia agroindustrial do Inac, Ricardo Robaina, explica que parte do êxito do país se deve à atenção dada à pecuária. "A exportação no Uruguai é tão importante que se entende a necessidade de uma qualidade mínima dos embarques para mantermos o prestígio junto aos mercados com os quais negociamos. A carne é o nosso petróleo", destaca.
O desempenho também se deve à credibilidade que o país tem no mercado externo, resultado do atendimento e antecipação das exigências impostas pelos compradores. Um exemplo é a rastreabilidade, que atinge 50% do rebanho e, até 2010, deverá chegar a todos os bovinos. O Programa Nacional de Carnes Naturais é outro destaque. A iniciativa conta com 250 produtores e 450 mil animais alimentados a pasto. Em 2007, 500 toneladas foram embarcadas para os Estados Unidos, principal comprador. "Não exportamos muito. O que vendemos não é só a carne, mas a imagem do país, como demonstração da qualidade do sistema." Para Robaina, é preciso saber de onde vêm as exigências e oferecê-las antes. A preocupação com o bem-estar animal é a nova aposta do país que, no próximo ano, certificará as propriedades. "O Brasil também poderia fazer isso, mas é muito grande. Se o Rio Grande do Sul for administrado em separado, não há motivos para não conseguir."
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